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EUA adquirem 10% da Intel e dão fôlego financeiro à gigante de chips

Investimento estatal de US$ 11 bilhões encerra impasse com Trump e apoia expansão da produção doméstica de semicondutores

24/08/2025 às 11h33
Por: Wagner Albuquerque
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Secretário do Comércio dos EUA, Howard Lutnick, ao lado do CEO da Intel, Lip-Bu Tan - Imagem: reprodução
Secretário do Comércio dos EUA, Howard Lutnick, ao lado do CEO da Intel, Lip-Bu Tan - Imagem: reprodução

O governo dos Estados Unidos confirmou nesta sexta-feira (22) a aquisição de uma participação de 9,9% na Intel, equivalente a 433,3 milhões de ações, avaliadas em aproximadamente US$ 11 bilhões (R$ 59,6 bilhões). O presidente Donald Trump anunciou o acordo em sua rede social Truth Social, destacando que o país “não pagou nada” pelas ações. A participação, contudo, não garante direito a voto nem cadeiras no conselho de administração da empresa.

O movimento está vinculado à liberação de US$ 8,87 bilhões em subsídios da lei CHIPS and Science Act, sancionada em 2022 para impulsionar a produção de semicondutores em solo americano. A operação encerra uma semana de atritos entre Trump e a Intel, quando o presidente havia exigido a renúncia do CEO Lip-Bu Tan por supostas ligações da companhia com empresas chinesas. Após uma reunião conciliatória na Casa Branca, a negociação evoluiu para o acordo de participação acionária.

Apesar de impulsionar as ações da Intel em mais de 7%, especialistas alertam que o aporte estatal não resolve os desafios estruturais da empresa, que enfrenta perda de participação de mercado e atraso tecnológico frente a concorrentes como a TSMC. Analistas ressaltam que a companhia precisa, além de recursos financeiros, reconquistar clientes para garantir crescimento sustentável.

O investimento do governo oferece, entretanto, fôlego imediato para os projetos da Intel, incluindo a construção de um polo de fabricação de chips em Ohio, que vinha enfrentando atrasos. A operação se soma a outras ações recentes do governo, como a participação de 15% na receita da Nvidia e AMD com chips de IA vendidos para a China e a aquisição de US$ 400 milhões na MP Materials, produtora estratégica de terras raras.

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