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Tecnologia DITADURA

Rússia obrigará instalação de aplicativo estatal em celulares e tablets

Novo mensageiro Max será pré-instalado a partir de setembro; críticos veem tentativa de vigilância e controle do governo Putin

23/08/2025 às 08h18 Atualizada em 26/08/2025 às 13h43
Por: Wagner Albuquerque
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Foto: Reprodução
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A partir de 1º de setembro, todos os celulares e tablets novos vendidos na Rússia deverão sair de fábrica com o aplicativo de mensagens estatal Max pré-instalado. O anúncio foi feito pelo governo de Vladimir Putin na última quinta-feira (21). Concorrente direto de plataformas como WhatsApp e Telegram, o serviço traz funções semelhantes às mais conhecidas, mas opositores afirmam que se trata de uma ferramenta para ampliar a vigilância estatal e restringir a liberdade de expressão.

O lançamento do Max faz parte de uma política iniciada em 2021, quando Moscou determinou que dispositivos eletrônicos vendidos no país viessem com softwares nacionais embarcados. Desde o início da guerra na Ucrânia, a estratégia se intensificou, com o Kremlin defendendo maior controle do ciberespaço e das informações acessadas pela população. De acordo com as autoridades, o novo app é mais seguro que seus concorrentes estrangeiros e será integrado a serviços governamentais.

Além do Max, outra obrigatoriedade entra em vigor no próximo mês: a instalação da loja de aplicativos RuStore em dispositivos da Apple, algo que já ocorre nos aparelhos com Android. Já em 2026, todas as smart TVs comercializadas no país deverão trazer o app LIME HD TV, que garante acesso gratuito a canais estatais. Para analistas, a medida reforça a tentativa do governo russo de controlar a comunicação digital e a programação televisiva.

A ofensiva ocorre em paralelo às restrições impostas aos serviços de mensagens mais populares do país. Neste mês, chamadas de voz pelo WhatsApp e pelo Telegram começaram a ser bloqueadas, sob a justificativa de combater criminosos que utilizam essas plataformas. Enquanto a Meta acusa Moscou de tentar proibir comunicações seguras para os cidadãos, o Telegram afirma que segue atuando contra usos prejudiciais, mesmo com seus quase 91 milhões de usuários ativos na Rússia.

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