
A Starlink anunciou o fim da opção de pausa gratuita para seus clientes, substituindo-a por um modo de espera pago, que custa US$ 5 por mês. A medida afeta especialmente os assinantes dos planos Roam e Residencial, que antes podiam suspender o pagamento mensal quando não precisavam do serviço. Agora, quem não aderir ao novo Standby Mode terá a assinatura cancelada. O recurso oferece dados ilimitados, mas com velocidades extremamente baixas — cerca de 1 Mbps para download e 0,5 Mbps para upload —, suficientes apenas para mensagens de emergência e atualizações de software.
Usuários do plano Roam, que adquiriram antenas parabólicas para uso eventual, serão particularmente impactados. Muitos investiram centenas de dólares na promessa de pausa gratuita e em um plano de US$ 10 mensais para 10 GB de dados, que também foi encerrado. Com a mudança, mesmo quem não utiliza o equipamento regularmente terá de desembolsar US$ 60 por ano apenas para manter a conta ativa. No caso de assinantes residenciais, há ainda o risco de não conseguir retomar o serviço na mesma modalidade caso a região esteja com capacidade esgotada.
A empresa afirma que a alteração traz como “benefício” a disponibilidade de dados ilimitados de baixa velocidade durante a pausa, algo que não existia antes. No entanto, relatos de usuários indicam que, na prática, a conexão é tão lenta que se torna inviável para uso cotidiano. Em alguns testes, as velocidades registradas ficaram até abaixo dos 1 Mbps prometidos para download. Para quem depende de internet via satélite para atividades básicas, a mudança representa uma perda significativa de flexibilidade.
Enquanto isso, clientes na Europa recebem condições mais favoráveis: o modo de espera custa €5 mensais e inclui 5 GB de dados de alta velocidade antes da redução para velocidades limitadas. A decisão da Starlink elimina definitivamente a possibilidade de pausa gratuita no serviço e encerra também o plano Roam mais acessível, que havia motivado muitos consumidores a investirem na antena parabólica Mini. A medida vem sendo criticada por reduzir opções e aumentar custos para usuários que utilizam o serviço de forma intermitente.
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