
A China deu mais um passo estratégico na corrida espacial comercial ao lançar, na madrugada do último sábado (9), 11 satélites da constelação Geely-04. O foguete Smart Dragon-3 (SD-3) partiu de uma plataforma marítima próxima à cidade de Rizhao, na província de Shandong, às 00h31 (horário de Pequim), em uma operação conduzida pelo Centro de Lançamento de Satélites de Taiyuan. Essa foi a sexta missão a utilizar o modelo SD-3, projetado para atender à crescente demanda por lançamentos de pequenos satélites.
Com 31 metros de comprimento e 140 toneladas, o Smart Dragon-3 integra a série Dragon, desenvolvida para o mercado comercial, em contraste com a tradicional família Longa Marcha, voltada a missões governamentais. Segundo Liu Wei, vice-projetista-chefe do SD-3, a operação demonstrou a capacidade de resposta rápida e alta eficiência do veículo, reforçando seu papel como solução competitiva no setor de lançamentos privados.
Os satélites lançados são operados pela Geespace, braço espacial do grupo Geely Holding, e terão funções variadas: comunicação via Internet das Coisas (IoT), interconexão de satélites, monitoramento ambiental, apoio à pesca marinha, transporte de baixa altitude e comunicações de emergência. A constelação também realizará sensoriamento remoto para observação da Terra, com foco em sustentabilidade e vigilância ecológica.
Com esta missão, a constelação Geely atinge 41 satélites ativos, ante 30 antes do lançamento. A meta é chegar a 64 unidades nos próximos dois meses, posicionando a China como concorrente direta de redes globais como o Starlink, de Elon Musk, e ampliando a presença do país no mercado internacional de serviços espaciais de IoT.
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