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Polícia LAVAGEM DO TRÁFICO

DENARC deflagra “Capital Oculto”: alvos ligados ao namorado da vereadora Tatiana Medeiros

Prioridade nacional: combate à lavagem de dinheiro e ao tráfico de drogas articulado por grupo criminoso

31/07/2025 às 09h05 Atualizada em 31/07/2025 às 12h06
Por: Douglas Ferreira
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Operação Capital Oculto cumpriu 76 mandados de busca e apreensão - Foto: Reprodução
Operação Capital Oculto cumpriu 76 mandados de busca e apreensão - Foto: Reprodução

Teresina (PI) – 31 de julho de 2025. O Departamento Estadual de Repressão ao Narcotráfico (DENARC) da Polícia Civil do Piauí deflagrou nesta quinta-feira a Operação Capital Oculto, visando desarticular uma célula criminosa que atua na lavagem de dinheiro proveniente do tráfico de drogas, com conexões ao namorado da vereadora Tatiana Medeiros (PSB), Alandilson Cardoso Passos.

Quem são os alvos?

A ação cumpriu 76 ordens judiciais, incluindo 28 mandados de prisão e 9 interdições de estabelecimentos comerciais em Teresina. Entre os investigados estão pessoas diretamente associadas a Alandilson Passos, preso desde novembro de 2024 por envolvimento em atividades de lavagem de capitais para facções criminosas.

Eliésio Marinho da Silva proprietária de uma revenda de veículos na Avenida Barão de Gurguéia preso mais uma vez - Foto: Reprodução

Também foram cumpridos mandados em um condomínio de luxo na zona leste (Terras Alphaville), e na loja de veículos pertencente ao empresário Eliésio Marinho da Silva, acusado de feminicídio e suspeito de integrar a rede de lavagem de dinheiro.

Como a polícia chegou ao grupo?

A dinâmica da investigação teve como base dados da operação DENARC 84, realizada em novembro de 2024, que já identificara um organograma criminal com ligações a Alandilson Passos. Essa estrutura foi ampliada pelos investigadores até se chegar à célula atual, revelando ramificações e novos operadores do esquema.

Alandilson Passos, namorado da vereadora socialista Tatiana Medeiros, presa em prisão domiciliar - Foto: Reprodução

Empresários e lavagem de dinheiro

Empresários suspeitos de utilizarem suas empresas como fachadas para lavagem de capitais foram alvo da operação. Um deles, dono de uma revendedora de veículos na Avenida Barão de Gurgueia, já respondia por feminicídio e vendia mais de 50 automóveis que agora estão sob apreensão. Segundo a polícia, ele teria sido preso num mandado executado dentro da própria loja.

Relação dos alvos com Alandilson Passos

Alandilson, companheiro da vereadora Tatiana Medeiros — também presa em abril por suspeita de corrupção eleitoral e ligação com organização criminosa — foi novamente alvo nesta operação. Investigadores afirmam que ele manteve intenso contato financeiro e operacional com integrantes do esquema criminoso desarticulado.

O BMW branco apreendido na operação e já recolhido à sede do DENARC - Foto: Reprodução

Quem foi preso e o que foi apreendido?

Até o momento, pelo menos cinco pessoas foram presas, dentre elas Eliésio Marinho da Silva. Outros quatro foram levados à sede do DENARC para interrogatório. Foram apreendidos:

  • Um BMW branco, armas de fogo, pistolas e drogas em um condomínio de luxo;

  • Mais de 50 veículos de uma revendedora;

  • Um cofre com documentos da quadrilha e ativos financeiros.

O principal alvo da operação ainda não foi localizado, segundo informou a Polícia Civil. E também não teve ainda o nome revelado. 

O que significa essa operação para o Piauí?

  1. Desmonte de rede estruturada: a atividade evidencia o funcionamento de um grupo com rede sofisticada de lavagem de dinheiro, usando veículos e imóveis como pontos de controle.

  2. Conexão com agentes públicos: a proximidade com Alandilson Passos, preso e ligado à Tatiana Medeiros, revela infiltração de recursos ilegais com influências políticas.

  3. Pressão sobre o crime organizado: a operação integra o “Pacto pela Ordem”, estratégia que busca desarticular o financiamento de facções criminosas.

Um dos alvos presos na Operação Capital Oculto - Foto: Reprodução

Alvo do Terras Alphaville segue foragido

Um dos mandados da Operação Capital Oculto foi cumprido em uma residência no condomínio Terras Alphaville, na zona Leste de Teresina. O investigado, identificado como Deivison José Santos Lima, é apontado pela Polícia Civil como um dos principais operadores financeiros ligados a Alandilson Cardoso Passos, responsável por movimentar grandes somas provenientes do tráfico de drogas e de uma facção criminosa.

No momento da ação, Deivison não foi localizado, mas equipes do DENARC seguem em diligências para tentar capturá-lo.

“O alvo que não foi encontrado no condomínio Terras Alphaville é considerado um dos principais operadores financeiros ligados a Alandilson, movimentando vultosas quantias oriundas do tráfico e da facção criminosa”, destacou o delegado Samuel Silveira, do DENARC.

Deivison José Santos Lima não foi encontrado em sua residência no Terras Alphaville - Foto: Reprodução

Em síntese: o mapa da operação

Categoria Detalhes
Nome da operação Capital Oculto (DENARC)
Mandados cumpridos 76 (28 prisões, 9 interdições de empresas)
Pessoas presas ≥ 5, incluindo empresários e operadores
Apreensões Veículos, drogas, armas, documentos e cofre
Conexão política Alvos ligados a Alandilson Cardoso Passos e Tatiana Medeiros
Objetivo Combate à lavagem de dinheiro do tráfico de drogas
O operação envolveu um grande aparato policial para o cumprimento dos 76 mandados de busca e apreensão - Foto: Reprodução

A operação que coloca sob fogo conexões perigosas

A Operação Capital Oculto está longe de ser apenas mais um nome em boletins policiais. Ela desnuda uma teia criminosa que articula tráfico, lavagem de dinheiro e influência política, com impactos reais na segurança pública e na credibilidade de agentes públicos.

A prisão de figuras como Eliésio Marinho, suspeito de feminicídio e operador financeiro clandestino, e as ligações diretas com Alandilson Passos, elevam a operação a um nível de gravidade raramente visto no estado.

A temática é clara: nenhum patrimônio pode servir de cobertura para organização criminosa, e nenhum cargo público pode proteger quem lucra com o crime.

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