
Conhecido mundialmente como o “Príncipe das Trevas”, Ozzy Osbourne construiu uma carreira marcada por teatralidade, controvérsias e letras sombrias que alimentaram durante décadas a crença de que o vocalista do Black Sabbath estaria ligado ao satanismo. No entanto, ao contrário da imagem que o consagrou no cenário do heavy metal, Ozzy se declarava cristão e mantinha práticas religiosas durante toda a vida.
De acordo com entrevistas e registros em documentários, Ozzy fazia parte da Igreja da Inglaterra — uma vertente do anglicanismo — e também se identificava com o catolicismo. Ele chegou a afirmar que fazia orações antes de entrar no palco, hábito retratado no documentário God Bless Ozzy (2011), em que aparece rezando nos bastidores antes de uma apresentação.
Nascido em Birmingham, na Inglaterra, Ozzy frequentou a escola dominical durante a infância, o que reforça seu vínculo com o cristianismo desde cedo. Ainda assim, a estética adotada por ele e pelo Black Sabbath — com referências a rituais, cruzes invertidas e até uma famosa cena em que o artista mordeu a cabeça de um morcego em 1982 — contribuiu para que o público e a imprensa o associassem ao ocultismo.
Em sua biografia Sabbath Bloody Sabbath, o cantor deixou claro que toda essa construção era puramente artística: “Não acredito nas coisas do mal. Não sou satanista. Trata-se apenas de um papel teatral que eu enceno”.
Essa performance, no entanto, chegou a atrair a atenção de satanistas reais nos primeiros anos da banda, o que causou desconforto nos integrantes. Como resposta, eles passaram a usar cruzes grandes como símbolo de proteção — incorporadas ao visual da banda, mas com intenção de afastar esse tipo de associação.
Ozzy Osbourne morreu no dia 22 de julho de 2025, aos 76 anos, deixando um legado indiscutível para o rock e o heavy metal. Mais do que um ícone musical, sua vida mostra que nem tudo que se vê no palco representa a fé e os valores pessoais do artista.
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