
Sessenta socos.
Esse foi o número mínimo que Igor Cabral desferiu contra sua ex-namorada, uma mulher de 35 anos, dentro de um elevador em um condomínio de classe média alta, em Ponta Negra, Zona Sul de Natal. O caso aconteceu no sábado, 26 de julho. As imagens das câmeras de segurança não deixam dúvida: a mulher foi massacrada - uma cena de selvageria, desespero e terror. Ela teve o rosto desfigurado, sofreu múltiplas fraturas e precisará de cirurgia reconstrutiva.
Mas Igor, o agressor, já tem uma justificativa: claustrofobia.
Diz que teve um surto. Diz que é autista.
Alegações convenientes. Um roteiro infame cada vez mais usado para escapar da responsabilidade criminal: transforma-se a barbárie em diagnóstico, o crime em crise, a maldade em “condição”.
Mas sejamos diretos: isso não é doença. É covardia.
O que se viu no vídeo foi um massacre em movimento. Igor não estava em pânico - estava furioso, violento, brutal. Ele não queria sair do elevador - queria desfigurar a mulher que ousou terminar com ele. E o fez com fúria desmedida.
A tentativa de feminicídio foi testemunhada ao vivo pelo segurança do prédio, que acionou a polícia e, com a ajuda dos moradores, impediu que a história terminasse com um cadáver. Igor foi preso em flagrante. A Justiça converteu a prisão em preventiva. Ainda assim, o Brasil precisa ficar alerta: quantos outros “Igors” estão por aí, prontos para usar o CID (Classificação Internacional de Doenças) como álibi?
Enquanto a psicologia moderna insiste em transformar todo comportamento desviante em distúrbio, os criminosos agradecem.
Agressividade? Transtorno explosivo intermitente.
Ciúmes doentio? Transtorno de personalidade borderline.
Violência extrema? Claustrofobia com autismo leve.
Essa lógica perversa desresponsabiliza o agressor e, ao mesmo tempo, banaliza quem de fato sofre com transtornos mentais. Não há claustrofobia que justifique fraturar o osso zigomático (osso do crânio de formato irregular, responsável pela proeminência da região malar) de uma mulher indefesa com 60 socos. O que houve ali não foi um surto, foi uma sessão de espancamento.
Feminicídio não é apenas o ato de matar uma mulher. É a tentativa deliberada de aniquilá-la, destruí-la, colocá-la de joelhos - física e psicologicamente. É o ódio disfarçado de paixão. É o machismo travestido de amor.
O caso de Natal não é um caso isolado. É apenas mais um número, mais uma mulher, mais um rosto marcado por hematomas e por um sistema que ainda oferece justificativas demais para monstros de menos. E a cada novo laudo, a cada novo surto fabricado, a barbárie vai ganhando uma desculpa - e a vítima, um silêncio constrangido.
Chega de romantizar monstros. Chega de esconder covardia atrás de diagnósticos. Chega de passar pano para quem faz do corpo da mulher seu saco de pancada emocional.
ATENÇÃO! O vídeo abaixo contém cenas extremamente chocantes e exige preparo emocional para ser assistido. Se você é sensível a imagens fortes de violência e covardia, recomendamos que não o abra.
ARENA DAS DUNAS Evento de Janja termina com deputada do PT ferida e expõe contradição no discurso da esquerda
FEMINICÍDIO Mulher é encontrada sem vida com faca cravada no rosto; caso choca Teresina
VOX BRASIL “PTMaster” amplia desgaste, pressiona pré-campanha de Lula cai na pesquisa Mín. 23° Máx. 33°