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Polícia ACIDENTE

Idoso de 83 anos morre atropelado na BR-343 em Teresina

De acordo com a Polícia Rodoviária Federal (PRF), a vítima teria entrado de forma repentina na pista e foi atingida por um veículo que fugiu do local sem prestar socorro.

27/07/2025 às 21h35
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PRF
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Um idoso de 83 anos morreu após ser atropelado por um carro enquanto trafegava de bicicleta na BR-343, em Teresina, na noite do último sábado (27). O acidente ocorreu por volta das 18h20 no km 332 da rodovia.

De acordo com a Polícia Rodoviária Federal (PRF), a vítima teria entrado de forma repentina na pista e foi atingida por um veículo que fugiu do local sem prestar socorro. O condutor ainda não foi identificado e o caso está sendo investigado pela Polícia Civil do Piauí.

A PRF informou que não foi possível realizar o teste do bafômetro no motorista, justamente por ele ter se evadido da cena. O local do acidente foi isolado para a realização da perícia, e o corpo do idoso foi removido pelo Instituto Médico Legal (IML). As autoridades pedem que quem tiver informações sobre o veículo envolvido entre em contato com os canais oficiais da PRF ou da Polícia Civil.

No entanto, a morte desse idoso não pode ser tratada como apenas mais um número nas estatísticas de acidentes de trânsito. O episódio é um retrato da fragilidade da mobilidade urbana no Brasil — especialmente para os mais vulneráveis, como idosos e ciclistas — e da triste cultura de impunidade que ainda impera quando o assunto é trânsito.

O idoso estava de bicicleta, à margem de uma rodovia onde veículos trafegam em alta velocidade, muitas vezes sem o mínimo de atenção ao entorno. Foi atropelado por um carro que sequer parou para prestar socorro. Fugir da cena do acidente, além de covarde, é crime. Mas, infelizmente, também é prática comum.

A justificativa inicial da PRF — de que o idoso entrou de forma repentina na pista — não exime o motorista de responsabilidade. A direção exige atenção constante, e quem está ao volante deve sempre estar preparado para reagir a imprevistos, especialmente em áreas urbanas ou semiurbanas.

É inaceitável que, em pleno 2025, ainda faltem políticas públicas eficazes de proteção aos ciclistas e pedestres. A ausência de sinalização adequada, de ciclovias seguras e de campanhas educativas constantes cria um ambiente propício a tragédias como essa. E quando elas ocorrem, tudo o que temos são boletins de ocorrência, notas da PRF e, no fim, o silêncio.

Esse caso deve servir de alerta: é preciso reforçar a fiscalização, punir com rigor motoristas que abandonam vítimas e garantir infraestrutura para quem usa meios de transporte alternativos ou simplesmente transita a pé. Afinal, a cidade precisa ser feita para todos — inclusive para quem tem 83 anos e, com coragem e simplicidade, ainda tenta se locomover em uma bicicleta.

Se a sociedade continuar tratando essas mortes como banais, continuará aceitando que a vida — especialmente dos mais frágeis — vale cada vez menos diante da pressa e da irresponsabilidade alheia.

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