
O cantor britânico Ozzy Osbourne, conhecido como vocalista da banda Black Sabbath e um dos maiores nomes do heavy metal, morreu nesta manhã aos 76 anos, segundo comunicado oficial da família. A nota afirma que o músico estava cercado de seus entes queridos e pede respeito à privacidade neste momento. A causa da morte não foi divulgada, mas Ozzy enfrentava sérios problemas de saúde nos últimos anos, incluindo Parkinson e mobilidade reduzida, conforme relatado por sua filha Kelly no início de julho.
Duas semanas antes de falecer, Ozzy fez uma emocionante despedida nos palcos com um show histórico em Birmingham, sua cidade natal. O evento, batizado de Back to the Beginning, reuniu astros do rock e marcou a primeira apresentação do Black Sabbath em duas décadas. Anunciado como a “última reverência”, o show teve caráter beneficente e celebrou a trajetória do “Príncipe das Trevas”, como Osbourne era conhecido entre os fãs.
Nascido em 1948 em uma família da classe trabalhadora de Aston, na Inglaterra, Ozzy teve uma juventude marcada por dificuldades, incluindo dislexia, abandono escolar e até uma breve passagem pela prisão. Em 1967, formou o Black Sabbath ao lado de Geezer Butler, Tony Iommi e Bill Ward. A banda rapidamente ganhou notoriedade com seu som sombrio e pesado, e canções como Paranoid e War Pigs se tornaram hinos do gênero. Ao longo da carreira, Ozzy vendeu mais de 100 milhões de discos entre trabalhos com a banda e álbuns solo.
Apesar do sucesso, a trajetória do cantor foi marcada por polêmicas e excessos. O episódio em que mordeu um morcego durante um show em 1982 virou lenda — e um fardo — ao longo de sua carreira. Os abusos com álcool e drogas levaram a problemas familiares e até episódios de violência doméstica, revelados em entrevistas pela esposa Sharon Osbourne. Ainda assim, a família se tornou uma espécie de fenômeno cultural com o reality show The Osbournes, vencedor do Emmy em 2002.
Ozzy Osbourne recebeu importantes reconhecimentos, como um Grammy em 1993 e a inclusão no Hall da Fama do Rock and Roll com o Black Sabbath em 2006. Considerado o “Padrinho do Heavy Metal”, ele sempre rejeitou o rótulo de “adorador do diabo” e dizia que era apenas “um garoto de Aston que largou a fábrica para se divertir”. Deixa a esposa Sharon, três filhos do primeiro casamento e os filhos Jack, Kelly e Aimee, frutos da união com Sharon.
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