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Teresina, PI

Polícia CELULAR NA CELA

Servidores do QCG são ouvidos por entrada de celular na cela da vereadora Tatiana Medeiros

Polícia investiga se militares facilitaram o uso de aparelhos para a detenta, acusada de integrar facção criminosa

22/07/2025 às 12h02
Por: Douglas Ferreira
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Tatitana medeiros responde em prisão domiciliar com uso de tornozeleira eletrônica - Foto: Reprodução
Tatitana medeiros responde em prisão domiciliar com uso de tornozeleira eletrônica - Foto: Reprodução

A Polícia Militar do Piauí ouviu, nesta terça-feira (22), todos os servidores lotados no Quartel do Comando Geral (QCG) que estavam de serviço no dia em que um celular e um tablet foram encontrados na cela da vereadora Tatiana Medeiros. O objetivo é esclarecer como os dispositivos entraram na sala de Estado-Maior, onde ela cumpria prisão preventiva.

Os depoimentos acontecem no próprio Comando Geral, em Teresina. Até o momento, a polícia não confirmou se já identificou quem levou os equipamentos à cela — nem se há indícios de que o responsável tenha sido o tio e advogado de Tatiana, como chegou a ser cogitado nos bastidores.

Aparelhos encontrados em maio

Os equipamentos eletrônicos foram descobertos durante uma vistoria no dia 20 de maio. Desde abril, Tatiana estava presa sob acusações de integrar uma facção criminosa, lavagem de dinheiro, compra de votos e falsidade ideológica.

As investigações internas da corporação são conduzidas por um Processo Administrativo Disciplinar (PAD) para apurar possível negligência ou facilitação por parte dos policiais militares responsáveis pela custódia. Paralelamente, o Ministério Público Militar também apura o caso.

Segundo o promotor militar Assuero Stevenson, se ficar comprovado que houve facilitação por militares, eles poderão ser processados na Justiça Militar Estadual. Caso civis tenham participação, o caso será remetido à Secretaria de Segurança Pública.

“O foco é identificar quem permitiu ou facilitou a entrada dos aparelhos e qual foi a conduta de cada um dos militares no plantão”, disse uma fonte ouvida pela reportagem.

Suspeitas sobre uso indevido

O Ministério Público já apontou que Tatiana manteve, de dentro da cela, contato por chamadas de vídeo com o namorado Alandilson Cardoso, suspeito de liderar uma facção criminosa no Piauí. As ligações teriam ocorrido com o auxílio dos aparelhos encontrados.

Apesar disso, em junho, ela foi beneficiada com a prisão domiciliar, sob monitoramento por tornozeleira eletrônica.

Perguntas em aberto

Entre os pontos que a investigação ainda precisa esclarecer, estão:

  • Quem introduziu o celular e o tablet na cela?

  • Quantos militares estavam escalados no dia e qual o papel de cada um?

  • O tio e advogado de Tatiana teria agido para facilitar a comunicação da cliente com a facção?

Os desdobramentos do caso devem ser divulgados após a conclusão dos depoimentos e análise das imagens de monitoramento do QCG.

A reportagem acompanha o inquérito e atualiza as informações assim que houver novos detalhes.

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