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Ciro Nogueira reage: “Bolsonaro não representa risco, merece apoio”

Senador piauiense critica decisão de Moraes, chama medidas de desproporcionais e reforça lealdade ao ex-presidente

18/07/2025 às 17h11
Por: Douglas Ferreira
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Ciro Nogueira repudiou a decisão do ministro Alexandre de Moraes - Foto: Reprodução
Ciro Nogueira repudiou a decisão do ministro Alexandre de Moraes - Foto: Reprodução

O ex-presidente Jair Messias Bolsonaro vive, talvez, o maior revés de sua trajetória política e pessoal. Literalmente um calvário. Preso, não por detrás das grades, mas por uma tornozeleira eletrônica que o humilha e o aprisiona de modo simbólico e real. Como ele próprio já disse certa vez, “a vida tem dessas coisas”: quando alguém incomoda poderosos, vira alvo. E incomoda justamente por não ser “domesticado”, por não servir aos projetos daqueles que se acham donos do poder.

Bolsonaro, que carrega “Messias” no nome, foi tomado para Cristo. Tornou-se um bode expiatório nas mãos de um STF que parece disposto a fazê-lo pagar pecados coletivos. A decisão do ministro Alexandre de Moraes nesta sexta-feira (18) não apenas impôs medidas restritivas como também suprimiu um direito inalienável: o de ser pai. O ex-presidente está impedido de se comunicar com o próprio filho - algo sem paralelo nem nas repúblicas mais caricatas da América Latina.

A medida é vista por muitos como excessiva, cruel e política. Afinal, o uso de tornozeleira, o recolhimento noturno, a proibição de redes sociais e o impedimento de falar com aliados diplomáticos não parecem ter respaldo proporcional diante dos fatos. Mesmo criminosos perigosos têm mais liberdade para exercer a paternidade que Bolsonaro agora perdeu.

Nas redes sociais, a reação foi imediata: um verdadeiro “bug” de protestos. Políticos aliados, líderes conservadores e cidadãos comuns criticaram a decisão de Moraes, vista como uma sentença antecipada. O senador piauiense Ciro Nogueira, ex-ministro da Casa Civil e amigo da família Bolsonaro, foi um dos primeiros a reagir:

“Lamento profundamente a decisão do ministro Alexandre de Moraes. Bolsonaro jamais sairia do país. Ele não representa, como nunca representou, nenhum risco para a sociedade”.

Para Ciro, a medida só aumentará a solidariedade dos brasileiros ao ex-presidente:

“Milhões vão dormir hoje com a sensação de que ele merece mais apoio, mais admiração, mais lealdade pelo que está passando”.

A Polícia Federal, por sua vez, alegou que Bolsonaro estaria dificultando a tramitação do processo do suposto golpe, praticando atos que poderiam configurar coação, obstrução de Justiça e ataque à soberania nacional.

Porém, para muitos observadores, o cerco jurídico contra Bolsonaro tem menos a ver com Justiça e mais com política. A pergunta que fica no ar é: o que Moraes pretende ao transformar Bolsonaro num “tornozelado”?

Se a intenção era enfraquecer o ex-presidente, a reação popular indica o oposto: a cada nova humilhação, ele se consolida como mártir para milhões. E isso pode ser um erro estratégico fatal para aqueles que sonham em vê-lo derrotado e esquecido.

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