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Polícia VENDA DE DROGAS

Mãe é presa por vender crack disfarçada de vendedora de bombons no Centro de Teresina

Ao todo, foram apreendidas 140 porções da substância entorpecente, além de R$ 875 em dinheiro, em sua maioria em cédulas de pequeno valor, característica comum do comércio varejista de drogas.

18/07/2025 às 14h17
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Na tarde de ontem (17), uma mulher identificada pelas iniciais A.S.S.F. foi presa em flagrante por tráfico de drogas em plena Praça da Bandeira, no Centro de Teresina. O que parecia ser uma simples banca de bombons escondia, na verdade, um ponto de venda de crack. A mulher realizava as transações ilícitas diante das próprias filhas menores de idade, que estavam ao seu lado no momento da abordagem.

Segundo informações da Força Tática do 1º Batalhão da Polícia Militar, que realizou a prisão, a suspeita utilizava um carrinho de supermercado repleto de doces como disfarce para a comercialização da droga. Durante a revista, os policiais encontraram cinco sacolas contendo porções de crack dentro do carrinho e, em seguida, localizaram outras duas sacolas com cerca de 40 porções escondidas no corpo da mulher.

Ao todo, foram apreendidas 140 porções da substância entorpecente, além de R$ 875 em dinheiro, em sua maioria em cédulas de pequeno valor, característica comum do comércio varejista de drogas.

Um dos aspectos mais alarmantes do caso foi a presença das filhas da suspeita no local. A Polícia Militar apontou que a mulher se utilizava da imagem de “mãe responsável” para gerar uma falsa sensação de normalidade e reduzir suspeitas. Após a prisão, as crianças foram acolhidas por familiares indicados pela própria detida.

A.S.S.F. foi conduzida à Central de Flagrantes de Teresina, onde foi autuada com base no artigo 33 da Lei nº 11.343/2006, que trata sobre o tráfico de entorpecentes. O caso agora segue sob investigação para apurar se há outras pessoas envolvidas na prática criminosa e se a mulher integrava alguma rede de tráfico na região central da capital.

Mais do que um caso de polícia, esse episódio escancara o quanto o tráfico de drogas se infiltra nas brechas sociais, especialmente quando encontra vulnerabilidade, pobreza e ausência do Estado. É estarrecedor que uma mãe transforme o convívio com os filhos em ferramenta para mascarar a atividade criminosa. Ao mesmo tempo, é um retrato cruel de como o desamparo e a falta de oportunidades empurram pessoas — inclusive mulheres — para o crime.

A prisão, embora necessária, não resolve o problema em sua raiz. É preciso agir antes que mães passem a ver no tráfico um meio de sobrevivência. Reforçar políticas de assistência social, promover capacitação e garantir acesso real a serviços públicos pode evitar que situações como essa se repitam. O caso choca, mas deve acima de tudo provocar reflexão e ação — porque onde o crime se disfarça de inocência, a sociedade já falhou.

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