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Geral MISTÉRIO NA ÍNDIA

Mulher russa é encontrada vivendo com filhas pequenas em caverna isolada

O caso, cercado de mistério, levanta questões sobre liberdade individual, espiritualidade, saúde mental e segurança infantil.

18/07/2025 às 13h29
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Uma descoberta surpreendente nas colinas de Gokarna, no estado de Karnataka, sul da Índia, chamou a atenção das autoridades e do mundo: uma mulher russa foi encontrada vivendo em uma caverna com suas duas filhas pequenas. O caso, cercado de mistério, levanta questões sobre liberdade individual, espiritualidade, saúde mental e segurança infantil.

Nina Kutina, de 40 anos, estava morando em uma caverna remota da floresta de Ramatirtha com as filhas Prema, de 6 anos, e Ama, de 4. A polícia local descobriu o esconderijo durante uma ronda noturna, ao notar roupas estendidas e uma estátua religiosa na entrada do local. A princípio, os agentes pensaram se tratar de uma pessoa em situação de vulnerabilidade, mas a história que ouviram os surpreendeu.

“Vivemos felizes aqui”

Segundo Nina, a decisão de viver na floresta foi voluntária. Ela afirmou que buscava uma vida mais próxima da natureza, com meditação, arte, música e liberdade. Disse que as filhas não frequentavam escolas, mas aprendiam com ela por meio de livros, brincadeiras, argila e pintura. “Não é uma aventura espiritual. É uma forma de viver mais saudável”, declarou à imprensa local.

Ela também afirmou que os perigos da floresta — como cobras venenosas, deslizamentos de terra e tempestades — não a assustavam. “Os animais são nossos amigos. Só os humanos representam uma ameaça real”, afirmou, demonstrando resistência à ideia de retornar à sociedade convencional.

Imigração irregular e processo de deportação

Nina entrou na Índia em 2016 com visto de negócios, que expirou em 2017. Embora tenha deixado o país em 2018, voltou no mesmo ano e permaneceu em situação irregular até ser encontrada em 2025. Agora, ela e as filhas estão sob custódia das autoridades migratórias e aguardam processo de deportação, com apoio da embaixada russa.

Após serem retiradas da caverna, as três foram levadas a um abrigo administrado por uma monja local, onde estão sob cuidados básicos até que a repatriação seja concluída.

Disputa pela guarda das crianças

O caso ganhou ainda mais complexidade após o pai das meninas, o israelense Dror Goldstein, entrar com pedido de guarda compartilhada. Ele afirma ter contribuído financeiramente com a família e argumenta que uma das filhas nasceu na Índia, o que poderia abrir caminho para um pedido de cidadania indiana.

As autoridades locais ainda analisam a situação familiar e legal, ao mesmo tempo em que avaliam as condições psicológicas das crianças e da mãe.

Um caso que desafia o senso comum

O estilo de vida alternativo de Nina Kutina provoca debate: trata-se de um ato de liberdade e espiritualidade ou negligência com o bem-estar infantil? A sociedade indiana, conhecida por sua diversidade religiosa e espiritual, agora discute os limites entre escolha individual e responsabilidade com menores.

Enquanto isso, as autoridades seguem acompanhando o caso de perto, que promete ganhar novos capítulos nas próximas semanas — seja nos tribunais ou nas manchetes internacionais.

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