
O assassino confesso do delegado Márcio Mendes Silveira, morto em Caxias (MA), foi apresentado à Justiça neste sábado (12) em audiência de custódia, três dias após o crime brutal que chocou o Maranhão e o Piauí, estado natal da vítima. O suspeito, Leandro da Silva Sousa, teve a prisão preventiva mantida pela 1ª Vara Criminal de Caxias e seguirá detido por tempo indeterminado.
Durante a audiência, Leandro alegou ter sofrido violência física durante a prisão, mostrando escoriações no corpo. No entanto, laudo pericial de exame de corpo de delito atestou ausência de vestígios de tortura. Ele confirmou que não foi coagido a confessar e apenas pediu ao juiz que sua família pudesse visitá-lo no presídio.
Leandro está recolhido no sistema prisional maranhense, à disposição da Justiça, em unidade não divulgada por motivos de segurança.
Ele foi enquadrado por homicídio qualificado pela morte do delegado Márcio Mendes e por duas tentativas de homicídio contra os policiais civis que o acompanhavam na operação. Os dois agentes sobreviventes seguem hospitalizados em Teresina, no Piauí.
Sim. Após matar o delegado e ferir os policiais, Leandro conseguiu escapar para uma mata na zona rural de Caxias, onde ficou escondido por mais de 30 horas. A Polícia Civil investiga a participação de pessoas próximas, inclusive familiares, que teriam fornecido comida e orientação durante a fuga. O Ministério Público informou que todos os que o ajudaram também poderão ser responsabilizados criminalmente por favorecimento pessoal e formação de quadrilha, se confirmadas as suspeitas.
Leandro foi preso na tarde de sexta-feira (11), após intensa operação conjunta que mobilizou cerca de 80 agentes das polícias civis do Maranhão e do Piauí, com apoio da Polícia Rodoviária Federal. Ele foi localizado em uma área de mata, próximo ao povoado Jenipapeiro, entre sua própria casa e a residência dos pais.
Leandro era investigado por roubo e havia um mandado de prisão preventiva contra ele. A equipe do delegado Márcio Mendes foi ao povoado para cumprir a ordem judicial por volta das 6h da manhã, mas foi recebida a tiros de espingarda. Márcio foi atingido no pescoço e morreu no local; os demais agentes, feridos, conseguiram sobreviver.
O caso segue sob investigação para apurar todos os envolvidos e as circunstâncias do crime que tirou a vida do delegado piauiense e abalou as forças de segurança dos dois estados.
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