
A caçada a Leandro da Silva Sousa, 32, entra nesta sexta-feira (11) em seu segundo dia e mantém em alerta máximo as forças policiais do Maranhão e do Piauí. O assassino matou com um tiro de espingarda o delegado Márcio Mendes Silveira, durante o cumprimento de um mandado de prisão na zona rural de Caxias (MA). Leandro segue foragido e, segundo investigadores, continua armado, escondido em uma área de mata fechada e possivelmente recebendo apoio para se manter em fuga.
Com um histórico de roubos e um mandado de prisão já em aberto, Leandro foi elevado à categoria de “criminoso de alta periculosidade” pelos comandos de operação, não apenas pela frieza demonstrada ao emboscar um delegado em serviço, mas pela astúcia na fuga. Fontes da segurança acreditam que ele tenha recebido ajuda para escapar em direção à BR-316, onde abandonou um carro com roupas e água, sugerindo planejamento para se homiziar por mais tempo. Há suspeitas também de que moradores da região o estejam protegendo, por medo ou cumplicidade, dificultando ainda mais o cerco.
Drones, cães farejadores, barreiras nas vicinais, helicóptero e agentes do COSAR, da Polícia Federal, PRF, Polícia Civil e Militar estão em campo. Uma alta patente que pediu para não ser identificada admitiu: “Estamos preparados para responder à altura, mas ele conhece bem o terreno. Precisamos de paciência, inteligência e, sobretudo, colaboração da população para tirá-lo de circulação”.
A SSP/MA reforçou o tom: “Nenhuma hipótese será descartada, inclusive a neutralização do alvo caso resista à prisão”.
Os dois policiais que também foram baleados na emboscada estão fora de perigo. Um deles permanece hospitalizado para cirurgia reparadora no braço, enquanto o outro já recebeu alta e se recupera em casa. Ambos deverão prestar depoimento à equipe de investigação assim que liberados.
O corpo do delegado Márcio Mendes está sendo velado em Teresina, na Avenida Miguel Rosa, devendo ser sepultado ainda hoje no cemitério Recanto da Saudade, na Zona Sudeste da capital piauiense. Márcio deixa dois filhos e uma carreira marcada por mais de uma década de dedicação à segurança pública do Maranhão.
O assassinato de um delegado no cumprimento do dever abala a moral da tropa, mas também acende um alerta para a sociedade: o Estado precisa provar que é mais forte e mais inteligente do que a criminalidade. É uma corrida contra o tempo para devolver aos policiais e à população a confiança de que a justiça não falha diante de um ataque tão brutal.
Enquanto Leandro continuar livre, a sensação de impunidade é a arma mais perigosa nas mãos de criminosos como ele.
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