
A elevação gradual do imposto de importação sobre veículos eletrificados tem gerado embate entre montadoras que produzem no Brasil e empresas importadoras. Prevista para atingir 35% em julho de 2026, a alíquota já passou por etapas de aumento desde janeiro de 2024. Agora, fabricantes com fábricas instaladas no país pressionam o governo para antecipar essa última fase, visando tornar os modelos nacionais mais competitivos.
A Associação Brasileira das Empresas Importadoras e Fabricantes de Veículos Automotores (Abeifa) defende a manutenção do cronograma, argumentando que o setor já se planejou com base na previsibilidade estabelecida. “Refutamos quaisquer mudanças radicais, como a antecipação da alíquota de 35%”, afirmou Marcelo Godoy, presidente da entidade. Entre janeiro e maio de 2025, o Brasil registrou alta de 19,3% nos emplacamentos de veículos importados, em comparação ao mesmo período do ano anterior.
A Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), por outro lado, tem manifestado preocupação com o crescimento das importações, alegando que isso afeta diretamente as vendas de modelos nacionais. “Marcas estrangeiras continuam enviando navios abarrotados ao país, postergando planos de produção local e pedindo redução de tarifas”, criticou Igor Calvet, presidente da Anfavea.
Como alternativa ao aumento de impostos, várias montadoras estrangeiras têm investido na produção local. Marcas chinesas como BYD e GWM já instalaram fábricas no país e lideram o mercado de eletrificados com mais de 55% de participação. Outras empresas, como Caoa Chery, GAC Motors e Geely, também planejam ou negociam a abertura de unidades fabris em diferentes regiões do Brasil, fortalecendo o movimento de nacionalização diante da nova política tributária.
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