
O Censo 2022 do IBGE mostra que as brasileiras estão tendo menos filhos e em idades mais avançadas. A taxa de fecundidade caiu para 1,6 filho por mulher, abaixo da taxa de reposição populacional (2,1), sendo a menor no Sudeste (1,41) e a maior no Norte (1,89). Roraima é o único estado com taxa acima da reposição.
A idade média para ter filhos subiu para 28,1 anos, sendo maior entre mulheres com ensino superior (30,7 anos). Quanto maior a escolaridade, menor a taxa de fecundidade. Mulheres sem instrução têm, em média, 2 filhos; as com ensino superior, apenas 1,19.
O percentual de mulheres entre 50 e 59 anos que não tiveram filhos aumentou de 10% em 2000 para 16,1% em 2022, com destaque para o Rio de Janeiro (21%).
Diferenças também aparecem entre religiões e raças: evangélicas têm a maior taxa (1,74); espíritas, a menor (1,01). Indígenas mantêm a maior taxa (2,8), enquanto mulheres brancas e amarelas apresentam as menores.
A pesquisa confirma a tendência de transição demográfica, com menor número de nascimentos, maior escolarização feminina e envelhecimento da população.
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