
O navio cargueiro Morning Midas, que havia sido tomado por um incêndio no início de junho, afundou na última segunda-feira (24) em águas internacionais a cerca de 724 quilômetros da cidade de Adak, no Alasca. A embarcação, que operava sob bandeira da Libéria, levava 3.048 veículos, incluindo 681 modelos híbridos e 70 elétricos — justamente onde o fogo teria começado, segundo relatos ainda não confirmados oficialmente.
O navio havia partido de Yantai, na China, com destino ao México, quando o incêndio foi detectado no dia 4 de junho. Três embarcações prestaram apoio na operação de resgate e, felizmente, os 22 tripulantes conseguiram abandonar o cargueiro a tempo, sendo resgatados sem ferimentos pela embarcação Cosco Hellas. Às 17h35 do horário local, o Morning Midas afundou completamente, alcançando o fundo do oceano a quase 5 mil metros de profundidade.
As autoridades norte-americanas informaram que não há sinais visíveis de poluição no local, mas a Guarda Costeira dos Estados Unidos segue monitorando a área, já que o navio transportava mais de 1.800 toneladas de combustível e óleo marítimo. Duas embarcações especializadas continuam na região com equipamentos prontos para conter eventuais vazamentos.
O caso reacende o debate sobre os riscos do transporte marítimo de veículos eletrificados, especialmente por conta das baterias de lítio, que podem manter o calor mesmo após os focos de incêndio serem controlados. Diante do crescimento do setor automotivo elétrico, o incidente serve de alerta para empresas e autoridades quanto à necessidade urgente de reforçar protocolos de segurança e resposta a emergências no transporte internacional.
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