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Vereador denuncia: MDS facilitaria envio de recursos do Bolsa Família para o narcotráfico

Relatório de 200 páginas aponta portarias que beneficiam moradores de rua, mas acabam financiando facções; MDS nega e ministro piauiense José Wellington Dias ainda não se pronunciou

20/06/2025 às 15h03 Atualizada em 20/06/2025 às 15h30
Por: Douglas Ferreira
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Vereador Mateus Batista faz uma denúncia séria e que merece uma resposta urgente do MDS - Foto: Reprodução
Vereador Mateus Batista faz uma denúncia séria e que merece uma resposta urgente do MDS - Foto: Reprodução

O vereador Mateus Batista (Joinville‑SC) fez uma denúncia explosiva em Brasília: acusa o Ministério do Desenvolvimento Social (MDS), sob o comando do ministro piauiense José Wellington Barroso de Araújo Dias, de “patrocinar” o consumo de drogas entre moradores de rua. Conforme o parlamentar, durante encontro com técnicos do MDS, foi revelado que o governo Lula 3 editou 10 portarias para simplificar o acesso dos moradores de rua ao Bolsa Família - sem exigir critéiros que valeriam para qualquer cidadão. Mas o que parecia avanço social se tornou escancaramento de falha: segundo Batista, os cartões eram imediatamente apreendidos por traficantes que vendiam droga para famílias vulneráveis e ficavam com os recursos.

Batista apresentou um relatório de mais de 200 páginas da Comissão de Moradores de Rua de Joinville, acusando que a política oficial tem consequência nefasta: “A inclusão visa proporcionar uma dependência ‘digna’”, teria dito um analista do MDS, segundo o vereador. Em outras palavras, o governo facilitaria o acesso ao benefício para alimentar o tráfico - convertendo recursos públicos em moeda para drogas, e policiando a exclusão por classe social em provedores.

Até o momento, o MDS e o ministro Wellington Dias silenciaram. O vereador diz não ter recebido qualquer resposta oficial após apresentar o relatório aos técnicos do ministério. O silêncio é ensurdecedor e aumenta a gravidade da denúncia: se confirmada, estaríamos diante de um crime institucional, uma transferência de dinheiro público do contribuinte diretamente para as mãos do crime organizado, por intermédio de “benefício social”.

O que mais chama atenção é a contradição: programas sociais devem reduzir vulnerabilidades, não multiplicá-las. Se dinheiro público - especialmente de quem mais precisa - está sendo drenado para o narcotráfico, não estamos diante de falha administrativa, mas de negligência criminosa. O Brasil não pode aceitar que recursos do Bolsa Família alimentem o uso de drogas e financiem a violência urbana, enquanto pessoas em situação de rua continuam invisíveis, abandonadas e viciadas em um sistema falho - literalmente.

A reação de Brasília será o termômetro: o MDS confirmará os fatos, apresentará provas em contrário ou continuará no silêncio cúmplice? E o ministro Wellington Dias, que já foi destaque pelo uso questionável dos recursos, finalmente se manifestará, ou manterá a conduta omissa que tanto agrada ao establishment? A sociedade exige respostas imediatas - e quem silencia está de conivência.

Vereador Mateus Batista gravou vídeos em suas redes sociais afirmando que o “governo Lula está facilitando o envio de dinheiro público para o tráfico” por meio do Bolsa Família, reforçando sua posição com base no relatório apresentado ao MDS.

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