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Teresina, PI

Polícia 'TEJE' PRESO

Guarda municipal de Teresina é preso por extorsão em postos, estupro de vulnerável e uso de arma

Thiago Henrique usava farda e arma da corporação para aplicar golpes em mulheres, roubando celulares e ameaçando vítimas — agora, responde por estelionato, roubo, estupro de vulnerável e mais

18/06/2025 às 15h07
Por: Douglas Ferreira
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Thiago Henrique, o guarda municipal passou pelo constrangimento de ser preso e algemado - Foto: Reprodução
Thiago Henrique, o guarda municipal passou pelo constrangimento de ser preso e algemado - Foto: Reprodução

A Polícia Civil do Piauí prendeu nesta quarta-feira, 18, o guarda municipal Thiago Henrique Fernandes da Silva Félix, em Teresina, sob acusações gravíssimas de estelionato, roubo, uso indevido de arma pública e estupro de vulnerável. O inquérito começou com relatos de fraudes em postos de combustível, mas logo revelou um esquema muito mais sinistro: Thiago teria se aproveitado de seu cargo e credibilidade para aplicar golpes e cometer crimes contra mulheres vulneráveis.

As denúncias apontam que o guarda, fardado e armado, abastecia o próprio veículo, deixava o celular como “pagamento” e desaparecia sem retornar. Ao aprofundar as investigações, a delegada Amanda Bezerra descobriu que esses aparelhos não eram dele - eram roubados de vítimas que mantinham relações íntimas com ele sob falsas promessas. Após serem roubadas, muitas mulheres - incluindo vítimas de estupro e ameaçadas com arma - chegaram a fugir da cidade com medo.

Thiago pode ser enquadrado por estelionato, roubo, utilização de arma da corporação sem autorização e estupro de vulnerável - todos crimes de alta gravidade. Ele agora responde a um mandado de prisão temporária e será levado à audiência de custódia. A defesa, até o momento, não lançou nenhuma versão pública, mas o cerco aumenta à medida que as vítimas se combinam com provas concretas, como reconhecimento em fotografias e ameaças relatadas.

A reação da Guarda Civil Municipal de Teresina foi rápida: o secretário de Segurança, coronel Wagner Torres, declarou apoio total à investigação e confirmou que o guarda foi conduzido internamente à delegacia da corporação, sob vigilância rigorosa, após prazo de diligência local . A corporação afirmou que não tolera desvios e que as medidas disciplinares e judiciais serão aplicadas. Resta saber se Thiago será expulso, preso em definitivo e se haverá punições administrativas internas - como suspensão ou demissão.

Este caso expõe uma face obscura: quem deveria proteger, violou, e com isso infectou a confiança pública. A sociedade espera que a Justiça puna severamente esse agente público que abusou de farda, autoridade e intimidade para estuprar e assaltar vulneráveis - e que a corporação revise processos internos para garantir que nenhum outro “Thiago” volte a se esconder atrás do uniforme.

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