
Até agora, Ramon Silva Gomes, padrasto da adolescente Maria Victória Rodrigues, de 15 anos - esfaqueada e morta -, nega ter qualquer envolvimento no brutal assassinato que chocou o município de Itaueira, no Sul do Piauí. A jovem, grávida de quase seis meses, foi morta com 10 facadas em casa no dia 24 de março, e a dúvida que paira sobre a cidade permanece: por que Ramon teria matado a enteada?
Teria sido ciúmes, medo da exposição de um segredo ou algo ainda mais perverso? A Polícia Civil já dispõe de provas técnicas “irrefutáveis e inquestionáveis” que colocam o padrasto no local do crime na hora do assassinato, contrariando totalmente sua versão de que estaria na casa dos pais, na zona rural do município.
Para aprofundar as investigações, o delegado João Ênio colheu material genético para um exame de DNA que poderá revelar a paternidade do bebê: seria do ex-namorado, já descartado de participação no crime, ou do próprio padrasto? O silêncio de Ramon Gomes e as mentiras em seus depoimentos aumentam ainda mais as suspeitas.
O mesmo homem que, no dia seguinte ao crime, se apresentava como porta-voz da dor da família, pode agora ser o algoz cruel de uma jovem e de seu filho ainda por nascer. A resposta genética deve sair até o fim da semana, e poderá ser a peça-chave para compreender o verdadeiro motivo do crime que deixou uma cidade inteira em luto e perplexa.
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