
Teresina vive mais uma tragédia anunciada: o crime venceu o medo, e agora enfrenta de peito aberto até aqueles que juraram proteger a população. O sargento Bernardino de Sousa Coelho, de 58 anos, é mais uma vítima da audácia criminosa que domina as ruas da capital.
Baleado na cabeça ao reagir a um assalto no bairro Piçarra, o policial morreu após três dias de agonia, internado na UTI Neuro do HUT. Matou um dos bandidos, feriu o outro, mas acabou tombando.
A morte de Coelho não é um caso isolado - é símbolo de uma realidade cruel que se repete. Policiais civis e militares vêm sendo assassinados sem trégua, e a pergunta se impõe: onde está a reação das autoridades? O governo e a Secretaria de Segurança Pública do Piauí continuam investindo pesado em publicidade, tentando vender a ideia de que os índices de mortes violentas estão caindo.
Mas quem vive nas ruas sabe: a sensação de insegurança é sufocante, e os números manipulados - ou não -, não escondem o sangue derramado. Jovens entram cada vez mais cedo no mundo do crime, armados, ousados e dispostos a matar ou morrer - inclusive agentes do Estado. A farda perdeu o respeito, a criminalidade perdeu o medo e a sociedade perdeu a paz.
Enquanto isso, a cúpula da segurança pública se cala ou finge agir. O assassinato do sargento Coelho grita por justiça e cobra responsabilidade.
Até quando vamos assistir policiais caindo e governos se escondendo atrás de discursos prontos? A população exige menos propaganda e mais ação. A guerra contra o crime está sendo perdida, e os heróis de farda estão pagando com a própria vida.
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