
A influenciadora digital de 19 anos, apelidada de “Lalazinha”, foi presa nesta sexta-feira (23) durante a Operação Faixa Rosa, deflagrada pelo DRACO em uma festa na zona rural de Teresina conhecida como Fazenda 3. Apontada como membro ativo de uma facção criminosa, ela estava foragida desde que teve seu mandado de prisão expedido pela Central de Inquéritos da Comarca de Teresina.
Reconhecida nas redes como uma das “blogueiras do crime”, Lalazinha viralizou por ostentar armas de grosso calibre, pequenas porções de entorpecentes e produzir vídeos desafiando as autoridades. A Justiça acusa-a de integração ao crime organizado, apologia ao crime e porte ilegal de arma de fogo.
Seu mandado de prisão foi emitido após investigações mostrarem que ela coordenava a divulgação de conteúdos criminosos e auxiliava no recrutamento de novos membros para a facção. Desconfiada de cumprir pena, Lalazinha fugiu, mantendo-se oculta até a ação policial na Fazenda 3.
Planejada para influenciadores alinhados à facção, a Fazenda 3 atraiu dezenas de pessoas que - segundo o DRACO:
Exibiam armas (pistolas, “macarrão” de fuzil),
Consumiam e negociavam drogas (maconha e cocaína),
Faziam vídeos ao vivo com conteúdo de apologia ao crime.
No total, oito pessoas foram detidas: além de Lalazinha, havia outros quatro influencers com grande alcance nas redes sociais, o DJ “Trap King”, o MC “Faca na Caveira” e dois jovens identificados apenas pelos apelidos “Zica” e “Nininha”. Quatro organizadores do evento, que funcionava como ponto de encontro da facção, também foram capturados.
Durante a ação, a polícia confiscou:
3 pistolas e um fuzil AK-47 desmontado
Mais de 500 gramas de cocaína
Aparelhos celulares e roteadores usados para transmissão
A prisão de Lalazinha e dos demais reforça a vigilância sobre o uso das redes sociais para promoção criminosa e a raiz dessas facções no meio jovem. A Operação Faixa Rosa segue em andamento, com novas ordens de busca que podem levar à detenção de outros suspeitos e desbaratar redes de propaganda e recrutamento online.
A captura dessa “celebridade do crime” deixa claro que ostentação armada e desafio às autoridades, mesmo sob holofotes digitais, têm preço alto - e que, tarde ou cedo, a lei alcança quem promove o crime como espetáculo.







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