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Polícia DINHEIRO VIVO

Cofre misterioso e recheado com com dinheiro em espécie é achado em apartamento vazio 

Durante operação da PF que investiga corrupção na Educação de MS, agentes encontram fortuna sem dono em imóvel desocupado. A quem pertence o dinheiro? Quem alugou o apê? Mistério e suspeitas cercam o caso

22/05/2025 às 20h12
Por: Douglas Ferreira
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A dinheirama encontrada no âmbito da Operação Vox Veritatis em Campo Grande/MS - Foto: Reprodução
A dinheirama encontrada no âmbito da Operação Vox Veritatis em Campo Grande/MS - Foto: Reprodução

A corrupção na Secretaria de Educação de Mato Grosso do Sul (SED/MS) ganhou um novo e cinematográfico capítulo nesta quarta-feira, 21 de maio, quando agentes da Polícia Federal, em cumprimento a mandados da Operação Vox Veritatis, estouraram um apartamento vazio no centro de Campo Grande e encontraram nada menos que um cofre recheado de dinheiro vivo.

O imóvel, localizado na Rua das Garças, no edifício Hannover, estava completamente desocupado. Mas, trancado e discreto, um cofre guardava uma verdadeira dinheirama, cujo valor ainda não foi oficialmente contabilizado. Até agora, ninguém apareceu para reclamar a “propriedade” do dinheiro - ou do próprio apartamento.

De quem é o cofre? E o apartamento?

Essa é a pergunta de milhões - literalmente. O que se sabe até agora:

  • O apartamento não estava sendo ocupado no momento da operação.

  • A Polícia Federal ainda não confirmou oficialmente quem é o proprietário do imóvel, nem se está alugado - e, se estiver, quem é o inquilino.

  • A suspeita é de que o cofre e o dinheiro sejam frutos do esquema de corrupção investigado na SED/MS, envolvendo fraudes em contratos públicos entre empresários e servidores.

Como a PF chegou até lá?

O endereço fazia parte dos nove mandados de busca e apreensão cumpridos em Mato Grosso do Sul e no Rio de Janeiro. A operação é um desdobramento das ações “Mineração de Ouro” e “Terceirização de Ouro”, que investigam desvios milionários de recursos públicos federais na área da Educação. Só dois dos contratos investigados somam mais de R$ 20 milhões.

A Polícia Federal acredita que empresários e servidores da SED manipulavam adesões a atas de registro de preços, garantindo contratos superfaturados e distribuindo comissões de até 5% para intermediários e agentes públicos. O cofre, nesse contexto, pode ter sido uma espécie de “banco informal” do esquema.

Prisões? Indiciamentos?

Até o momento, não houve confirmação oficial de prisões durante a operação. Mas fontes ligadas à investigação afirmam que os nomes por trás do apartamento e do cofre já estão sendo rastreados, inclusive por meio de registros em cartórios, imobiliárias e bancos.

As suspeitas recaem sobre empresários ligados aos contratos investigados e servidores da gestão anterior da SED, que teriam usado imóveis como depósitos ocultos de dinheiro - fora do alcance da rastreabilidade bancária.

E o governo atual?

Procurado pela imprensa, o atual secretário de Educação, Hélio Daher, afirmou não ter conhecimento da operação, que mira gestores da administração anterior. Mas a expectativa é de que, com o avanço da apuração, novos nomes venham à tona.

A pergunta que não quer calar: quem vai reivindicar o cofre?

O mistério agora gira em torno de um cofre cheio de dinheiro e sem dono declarado. Mas a Polícia Federal acredita que a ausência de um “proprietário” voluntário é um indício claro de origem ilícita.

De quem é o apartamento? De quem é o dinheiro? Quem está por trás da fortuna silenciosa guardada entre quatro paredes de concreto? Essas são respostas que o Brasil aguarda - e que podem arrastar figuras graúdas do poder público e do empresariado para o banco dos réus.

Por enquanto, o cofre fala mais que muitos delatores: é a prova viva (e silenciosa) de que dinheiro sujo não costuma ter endereço fixo - até que a polícia bata à porta.

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