
Apontado como o novo líder do Primeiro Comando da Capital (PCC), Marcos Roberto de Almeida, conhecido como Tuta, foi extraditado da Bolívia neste domingo (18) e entregue às autoridades brasileiras. Ele foi capturado na sexta-feira (16), em Santa Cruz de la Sierra, enquanto tentava renovar um documento de identidade com nome falso. O avião com o criminoso já decolou em direção ao Brasil.
Tuta estava foragido havia cinco anos e foi localizado por uma força de elite da polícia boliviana, a Fuerza Especial de Lucha contra el Crimen. Ao ser detido, ele se identificou como Maycon Gonçalves da Silva e portava documentos falsificados. Considerado o sucessor de Marcola, atual líder do PCC que cumpre pena em presídios federais de segurança máxima, Tuta teria assumido o comando da facção fora das prisões.
Segundo o Ministério Público de São Paulo, o criminoso integrava a chamada “sintonia final de rua”, a instância mais alta da facção entre os membros em liberdade. Tuta foi um dos principais alvos da Operação Sharks, deflagrada em 2020, e possui histórico de atuação em esquemas internacionais de lavagem de dinheiro. Em 2023, foi condenado a mais de 12 anos de prisão por associação criminosa e lavagem de capitais.
A extradição contou com apoio das forças bolivianas e da Polícia Federal brasileira. Imagens divulgadas pelas autoridades mostram o momento em que Tuta é escoltado no aeroporto até ser entregue oficialmente ao Brasil. Seu nome constava na lista da Interpol com alerta de Difusão Vermelha, indicando prioridade máxima para a captura internacional.
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