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Teresina, PI

Polícia APOLOGIA AO CRIME

Polícia pede retirada de perfis da influencer Ana Azevedo das redes sociais por apologia ao crime

Influencer é acusada de integrar núcleo feminino da facção Bonde dos 40 e ostentar armas em postagens. Operação Faixa Rosa visa desarticular participação de mulheres no crime organizado em Teresina

16/05/2025 às 08h04
Por: Douglas Ferreira
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A influencer digital Ana Azevedo é acusada pela polícia de apologia ao crime - Foto: Reprodução
A influencer digital Ana Azevedo é acusada pela polícia de apologia ao crime - Foto: Reprodução

A Polícia Civil do Piauí solicitou à Justiça a derrubada dos perfis nas redes sociais da influencer Ana Azevedo, presa na Operação Draco 210: Faixa Rosa, que investiga a atuação de mulheres em facções criminosas, especialmente no Bonde dos 40, com atuação em várias regiões de Teresina.

Quem é Ana Azevedo?

Ana Azevedo é conhecida nas redes sociais como influencer digital. Seus perfis, com milhares de seguidores, eram usados para divulgar uma imagem de luxo, ostentação e suposta “superação”. No entanto, segundo as investigações do Departamento de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (DRACO), por trás da aparência de influenciadora estava uma integrante ativa de uma organização criminosa.

Por que ela foi presa?

A prisão ocorreu após a deflagração da Operação Faixa Rosa, que tem como alvo o núcleo feminino do Bonde dos 40 — facção conhecida por sua atuação violenta no Estado. Ana foi detida sob suspeita de posse ilegal de arma de fogo e receptação. Junto com ela, também foi denunciado o namorado, Victor Rangel Lopes da Silva.

Segundo o Ministério Público do Piauí, os dois foram formalmente denunciados na última quinta-feira (15) pelos crimes previstos no artigo 12 da Lei de Armas (10.826/2003) e artigo 180 do Código Penal (receptação).

Qual o papel dela na facção?

De acordo com o DRACO, Ana Azevedo participava de um grupo no WhatsApp denominado “A Luta Não Para”, utilizado pela facção para compartilhar orientações, distribuir tarefas e manter registros das integrantes. Ela teria uma função de mobilização e propaganda, usando seus canais digitais para enaltecer o Bonde dos 40, ostentar armas de fogo e exaltar o poder da facção.

As postagens buscavam recrutar simpatizantes, demonstrar poder entre seguidores e legitimar ações criminosas, o que configura, segundo a polícia, apologia ao crime.

Por que a Polícia quer derrubar os perfis?

A representação feita à Justiça aponta que os perfis mantidos por Ana Azevedo e outras investigadas servem como meios de difusão do conteúdo criminoso, incentivando e naturalizando a criminalidade, principalmente entre jovens e seguidores vulneráveis à influência digital.

Para o DRACO, a manutenção desses perfis viola a ordem pública e contribui para o fortalecimento simbólico das facções. Por isso, o departamento pediu o banimento imediato das contas das investigadas, como forma de interromper a propagação do discurso criminoso e enfraquecer a presença da facção nas redes.

Operação Faixa Rosa: o combate ao crime com rosto feminino

Além de Ana Azevedo, a operação prendeu Antônia Rosiane Rodrigues, conhecida como “Perigosa”, que estava foragida até ser localizada na quinta-feira (15). Com ela, o DRACO segue em busca do último alvo ainda não capturado.

A operação é considerada um marco na repressão à presença feminina no crime organizado, revelando que as mulheres têm assumido posições ativas em facções, inclusive em logística, comando e comunicação.

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