
Francisca Rosana Rocha Lima, 28 anos, frentista, natural do Maranhão, mas com passagem por Coxim (MS), onde trabalhou e criou laços de amizade.
Lourdes Maria de Lima, 57 anos, tia de Francisca, moradora da região rural de São Domingos do Maranhão.
A motivação foi a não aceitação do fim do relacionamento por parte de André Salvador da Silva, ex-companheiro de Francisca.
De acordo com testemunhas e familiares, Francisca já havia sido agredida anteriormente por André, o que configura histórico de violência doméstica.
André também seria agressivo com a própria mãe, segundo relatos de moradores da comunidade.
O ataque ocorreu na noite do Dia das Mães (11 de maio), por volta das 19h, nas imediações do povoado Baixão Grande, zona rural de São Domingos do Maranhão.
Francisca e sua tia Lourdes estavam retornando para casa após uma confraternização familiar quando foram emboscadas por André Salvador.
Armado com uma faca, André desferiu vários golpes contra Francisca, sua ex-companheira, até matá-la.
Ao perceber o ataque e tentar intervir, Lourdes foi também esfaqueada brutalmente.
As duas mulheres morreram ainda no local, antes de qualquer socorro chegar.
Após o crime, André Salvador fugiu, levando consigo a motocicleta das vítimas.
Ele está foragido desde então.
A Polícia Civil do Maranhão investiga o caso como duplo feminicídio e mobilizou efetivo policial da Delegacia Regional para as buscas.
Até o momento, não há informações confirmadas sobre o paradeiro do acusado, mas diligências continuam em andamento.
A morte de Francisca é caracterizada como feminicídio, pois foi cometida por motivo de gênero e por um ex-companheiro inconformado com o término.
Já o assassinato de Lourdes, embora possa ser interpretado inicialmente como homicídio, também se enquadra como feminicídio, pois:
Foi motivado pela tentativa de defesa de outra mulher em situação de violência doméstica.
A jurisprudência reconhece como feminicídio a morte de uma mulher ocorrida no contexto de proteção a outra vítima de violência de gênero.
Francisca, muito conhecida na cidade de Coxim (MS), onde morou por anos, trabalhou como frentista e deixou amigos e conhecidos abalados com a notícia.
A morte de Lourdes, considerada uma mulher pacífica e protetora, comoveu os moradores da zona rural do município.
Familiares agora cobram justiça e clamam pela prisão do assassino.
A Polícia Civil de São Domingos do Maranhão confirmou que o crime é tratado como feminicídio duplo.
Um inquérito foi instaurado imediatamente.
Buscas estão em curso e o nome de André Salvador da Silva foi inserido no sistema de foragidos.
A população é orientada a não tentar abordá-lo e a comunicar qualquer informação sigilosa pelo Disque-Denúncia (181).
O crime revela mais um episódio cruel do crescente número de feminicídios no Brasil, especialmente em contextos rurais, onde o acesso à proteção institucional é mais escasso. A tragédia de São Domingos do Maranhão é um grito de alerta: violência doméstica é um ciclo que termina, muitas vezes, em tragédia - e a omissão pode custar vidas.
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