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Polícia ATRÁS DAS GRADES

Preso o criminoso que roubou arma e cordão de policial em Teresina: PM age com rapidez, mas justiça lenta pode devolver o perigo às ruas

Prisão de suspeito armado mostra eficiência da polícia, mas escancara o dilema: até quando a Justiça vai permitir que criminosos audaciosos voltem à rua no dia seguinte?

01/05/2025 às 13h27
Por: Douglas Ferreira
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O criminoso no momento da apresentação dele na Central de Flagrantes - Foto: Reprodução
O criminoso no momento da apresentação dele na Central de Flagrantes - Foto: Reprodução

A polícia do Piauí agiu rápido e com precisão militar: em poucas horas após o roubo de uma arma de fogo e um cordão de ouro de um policial civil, o principal suspeito foi capturado e desarmado em Teresina. A ofensiva foi conduzida pela RONE (Rondas Ostensivas de Natureza Especial), em conjunto com outras forças de segurança. O resultado: a pistola Glock 9mm do policial, 17 munições e o carregador foram recuperados. Um golpe contra o crime - mas que corre risco de ser anulado com uma simples canetada judicial.

O homem preso, identificado pelas iniciais E. F. T., é reincidente. Estava sob monitoramento com tornozeleira eletrônica, o que revela a falência do atual modelo de progressão penal e medidas alternativas. Ainda assim, participou de um crime ousado: roubou um agente do Estado em via pública, em plen

a zona Sudoeste da capital, na Avenida Noé Mendes. Um tapa na cara do sistema que lhe deu a liberdade.

Inteligência e força em ação

A prisão não foi um acaso. A Polícia Militar foi informada sobre o crime via rádio e grupos de WhatsApp institucionais. Com base em imagens de câmeras de segurança e no rastreamento da tornozeleira eletrônica, as equipes da RONE localizaram o suspeito em área de matagal, onde ele tentou se esconder com a arma do policial.

A pistola Glock 9mm apreendida com o criminoso - Foto: Reprodução

A operação teve apoio do DENARC, FEISP, Polícia Civil e Brone. O suspeito foi levado para a Central de Flagrantes e o caso segue sob investigação para encontrar o comparsa - que também participou do assalto, usando uma motocicleta preta.

A PM fez sua parte. A polícia investigou, perseguiu, cercou e prendeu. A arma recuperada é uma vitória simbólica: representa o braço armado do Estado retomando o que o crime tentou usurpar.

Justiça que solta, Estado que falha

Agora, o dilema: quanto tempo esse criminoso vai permanecer preso?
A resposta pode vir na audiência de custódia - o rito processual que, muitas vezes, transforma prisões em eventos temporários. Se o padrão for mantido, E. F. T., mesmo reincidente, mesmo armado, mesmo tendo roubado um policial civil, pode ser liberado em questão de horas.

Isso não é Justiça: é desestímulo institucional ao combate ao crime. É sinal claro de que o trabalho do policial não encontra respaldo no Judiciário. E quando o criminoso sabe que a porta de entrada da cela é giratória, ele volta mais ousado. Volta armado. Volta disposto a matar.

O recado da rua

Esta prisão é, por si só, uma mensagem: a PM do Piauí não recua, não omite e não assiste ao crime de braços cruzados. A resposta foi rápida, eficiente e profissional. O que resta saber é se a Justiça - aquela que decide do ar-condicionado do gabinete - terá a mesma disposição de proteger quem protege. Ou se mais uma vez, a caneta vai anular o trabalho da farda.

Em Teresina, o criminoso foi preso. Mas o maior julgamento que se aproxima é o da credibilidade da Justiça brasileira. Vai proteger quem rouba arma de policial ou quem arrisca a vida para recuperá-la?

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