
A polícia do Piauí agiu rápido e com precisão militar: em poucas horas após o roubo de uma arma de fogo e um cordão de ouro de um policial civil, o principal suspeito foi capturado e desarmado em Teresina. A ofensiva foi conduzida pela RONE (Rondas Ostensivas de Natureza Especial), em conjunto com outras forças de segurança. O resultado: a pistola Glock 9mm do policial, 17 munições e o carregador foram recuperados. Um golpe contra o crime - mas que corre risco de ser anulado com uma simples canetada judicial.
O homem preso, identificado pelas iniciais E. F. T., é reincidente. Estava sob monitoramento com tornozeleira eletrônica, o que revela a falência do atual modelo de progressão penal e medidas alternativas. Ainda assim, participou de um crime ousado: roubou um agente do Estado em via pública, em plen
a zona Sudoeste da capital, na Avenida Noé Mendes. Um tapa na cara do sistema que lhe deu a liberdade.
A prisão não foi um acaso. A Polícia Militar foi informada sobre o crime via rádio e grupos de WhatsApp institucionais. Com base em imagens de câmeras de segurança e no rastreamento da tornozeleira eletrônica, as equipes da RONE localizaram o suspeito em área de matagal, onde ele tentou se esconder com a arma do policial.
A operação teve apoio do DENARC, FEISP, Polícia Civil e Brone. O suspeito foi levado para a Central de Flagrantes e o caso segue sob investigação para encontrar o comparsa - que também participou do assalto, usando uma motocicleta preta.
A PM fez sua parte. A polícia investigou, perseguiu, cercou e prendeu. A arma recuperada é uma vitória simbólica: representa o braço armado do Estado retomando o que o crime tentou usurpar.
Agora, o dilema: quanto tempo esse criminoso vai permanecer preso?
A resposta pode vir na audiência de custódia - o rito processual que, muitas vezes, transforma prisões em eventos temporários. Se o padrão for mantido, E. F. T., mesmo reincidente, mesmo armado, mesmo tendo roubado um policial civil, pode ser liberado em questão de horas.
Isso não é Justiça: é desestímulo institucional ao combate ao crime. É sinal claro de que o trabalho do policial não encontra respaldo no Judiciário. E quando o criminoso sabe que a porta de entrada da cela é giratória, ele volta mais ousado. Volta armado. Volta disposto a matar.
Esta prisão é, por si só, uma mensagem: a PM do Piauí não recua, não omite e não assiste ao crime de braços cruzados. A resposta foi rápida, eficiente e profissional. O que resta saber é se a Justiça - aquela que decide do ar-condicionado do gabinete - terá a mesma disposição de proteger quem protege. Ou se mais uma vez, a caneta vai anular o trabalho da farda.
Em Teresina, o criminoso foi preso. Mas o maior julgamento que se aproxima é o da credibilidade da Justiça brasileira. Vai proteger quem rouba arma de policial ou quem arrisca a vida para recuperá-la?
ANDRÉ FERNANDES Plantação de maconha intacta após operação expõe dúvidas e cobra explicações do Governo do Ceará
ARENA DAS DUNAS Evento de Janja termina com deputada do PT ferida e expõe contradição no discurso da esquerda
FEMINICÍDIO Mulher é encontrada sem vida com faca cravada no rosto; caso choca Teresina Mín. 21° Máx. 35°