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Teresina, PI

Polícia PRESA NAS COMPRAS

Mulher suspeita de integrar facção é presa enquanto passeava em shopping de Teresina

Suspeita escapou da primeira fase da Operação Faixa Rosa e foi localizada à tarde por agentes do DRACO; núcleo feminino da facção atuava com disciplina, arrecadação de dinheiro e logística para o tráfico

30/04/2025 às 19h14
Por: Douglas Ferreira
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Mulher presa no shopping por integrar facção não teve o nome revelado - Foto: Reprodução
Mulher presa no shopping por integrar facção não teve o nome revelado - Foto: Reprodução

A tranquilidade de um shopping center na zona leste de Teresina foi interrompida na tarde desta quarta-feira (30), quando policiais do Departamento de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (DRACO) prenderam uma mulher suspeita de integrar uma facção criminosa. A detenção ocorreu poucas horas após o início da Operação DRACO 210 - batizada de Faixa Rosa -, deflagrada para atingir o núcleo feminino de uma organização criminosa com atuação no tráfico de drogas, extorsão e lavagem de dinheiro no Piauí.

Segundo o delegado Charles Pessoa, a mulher estava entre os alvos dos mandados de prisão expedidos pela Justiça, mas não foi localizada durante as primeiras horas da operação. Agentes do DRACO continuaram o monitoramento e a surpreenderam enquanto ela circulava livremente pelas lojas de um dos maiores centros comerciais da capital. A prisão foi realizada sem confronto, mas atraiu olhares de clientes e lojistas. A identidade da mulher ainda não foi oficialmente divulgada, mas a Polícia confirmou sua participação ativa no núcleo operacional da facção.

“A gente continuou monitorando e conseguiu localizá-la no shopping. Ela fazia parte do mesmo grupo das demais presas. É um braço feminino da facção, com estrutura e função bem definidas”, disse o delegado Charles Pessoa.

A operação Faixa Rosa cumpriu ao todo 34 mandados judiciais - 15 de prisão e 19 de busca e apreensão. Trata-se de um desdobramento da DRACO 198, quando foi apreendido um celular pertencente a A. da S. M., tia de um dos líderes da facção, que revelou diálogos e documentos que expõem o papel estratégico desempenhado por mulheres dentro da organização.

Entre as atribuições do chamado “núcleo feminino” estão: repasse de ordens vindas da alta cúpula, arrecadação de valores obtidos com o tráfico, disciplina interna, apoio logístico a crimes e até a organização de ações externas. Um grupo de WhatsApp nomeado “A luta não para” reunia provas como estatutos da facção, orientações de conduta e cadastros internos.

Além da prisão no shopping, a operação também prendeu pela manhã a influenciadora digital Ana Azevedo, outra suspeita de envolvimento com a facção. Na casa dela, foi apreendida uma arma de fogo, e seu companheiro também foi detido. A polícia ainda investiga a extensão da participação de ambos na rede criminosa.

A mulher presa nesta tarde deve ser encaminhada ainda hoje para audiência de custódia. A Polícia Civil não descarta novas prisões nos próximos dias, já que a análise do material apreendido pode revelar mais ramificações da facção.

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