
O que se repete precisa ser dito, e gritado: os criminosos perderam o respeito e o medo dos agentes de segurança do Estado do Piauí. Eles os matam. E os matam cada vez mais. E os matam de forma covarde - seja para subtrair uma arma, seja apenas pelo fato de serem policiais.
As vítimas fatais da violência são inúmeras, e a patente pouco importa. No Piauí, matam-se praças e oficiais, soldados rasos e coronéis. São tantas mortes que nem dá para somar: não existe estatística confiável. A violência virou rotina; a morte dos agentes do Estado, banalidade.
O caso mais recente: o cabo Antônio Elenilton Araújo Galvão, 47 anos, lotado no 8º Batalhão da Polícia Militar.
A dinâmica foi a mesma de tantos outros crimes: dois homens em uma motocicleta se aproximaram do policial, efetuaram cerca de cinco disparos e fugiram. Foi na frente de sua casa, no conjunto Francisco Marreiros, zona Sudeste de Teresina. Elenilton estava conversando com amigos. Não teve tempo de reagir. Não teve chance.
Levavam algo? Disseram algo? O militar sequer sabia que ia morrer?Houve testemunhas? Alguém identificou os criminosos? A polícia já os localizou? Já os prendeu?
Essas perguntas ecoam sem resposta concreta - como tantas outras mortes de policiais no Estado.
A PM/PI informou que realiza diligências desde o crime. O caso será investigado pelo Departamento de Homicídio e Proteção à Pessoa (DHPP). Até agora, o que se sabe é: dois criminosos em uma motocicleta mataram mais um policial militar do Piauí em plena luz do dia.
Enquanto isso, o discurso oficial segue: cantam-se vitórias em verso e prosa sobre "avanços" na segurança pública, mas nem os próprios agentes da lei estão seguros. Se não conseguem proteger quem deveria proteger a sociedade, quem protege o cidadão comum?
Como se antever aos criminosos? Como evitar a próxima execução?
Sem respostas práticas, resta apenas contar os corpos - e esperar o próximo.
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