
O Anuário Operacional 2024 da Polícia Rodoviária Federal (PRF) revelou que o Piauí liderou, entre os Estados do Nordeste, as apreensões de cocaína no ano passado, com 1.797 kg da substância apreendida nas rodovias federais. Nacionalmente, o Estado ficou atrás de apenas sete unidades da federação — um feito inédito na série histórica do órgão.
Até então, a maconha costumava encabeçar os volumes retirados de circulação, mas em 2024 foi superada pela chamada “branca”: foram 333 kg de maconha e outros 184 kg de skunk — variante mais potente do fumo. A maior operação aconteceu em maio, na BR-020, em Picos: um caminhão bitrem carregado de milho escondia 796 kg de cocaína — a maior apreensão desse tipo na história da PRF no Piauí e no Brasil naquele ano.
O anuário também destaca um salto de 38% na apreensão de anfetaminas (“rebite”), totalizando 5.533 comprimidos, o que evidencia o uso crescente da droga para manter motoristas em jornadas extenuantes. No total, 52 presos por tráfico e 257 ocorrências foram registradas nas estradas estaduais.
Embora esses números demonstrem a eficácia da PRF, também apontam para a expansão de rotas de quadrilhas que utilizam as BR-343, 316 e 230 para escoar cargas ilícitas. Autoridades alertam que o Piauí deixa de ser apenas vítima para se tornar peça-chave no mapa nacional do tráfico interestadual — um desafio que envolve desde o fortalecimento do policiamento até a integração entre forças de segurança e controle nas fronteiras estaduais.
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