
A vereadora Tatiana Medeiros (PSB) não foi o único alvo da segunda fase da Operação Escudo Eleitoral. Seu namorado, Alandilson Cardoso Passos, também teve um mandado de prisão preventiva cumprido nesta quinta-feira (03). No caso dele, a ordem foi executada dentro da penitenciária em Minas Gerais, onde já se encontra detido desde novembro de 2024, após ter sido preso durante a Operação DENARC 64. No ato da prisão em Minas, Tatiana estava com Alandilson descansando após a campanha eleitoral.
Alandilson é apontado como um dos principais articuladores financeiros da facção criminosa Bonde dos 40. Ele já estava encarcerado devido ao seu envolvimento em um esquema de tráfico de drogas e lavagem de dinheiro, revelado pela Polícia Civil do Piauí. As investigações indicam que ele movimentava recursos ilícitos por meio de empresas de fachada e utilizava o dinheiro do crime organizado para ostentar um estilo de vida luxuoso, incluindo haras e cavalos de competição.
A Polícia Federal apura se a campanha eleitoral de Tatiana Medeiros foi financiada com recursos oriundos do crime organizado. Alandilson teria sido peça-chave na movimentação desses valores, desviando dinheiro de uma organização não governamental e utilizando sua estrutura financeira para encobrir a origem dos recursos.
Alandilson foi preso pela primeira vez em novembro de 2024, durante a Operação DENARC 64, que desarticulou um esquema de tráfico de drogas e lavagem de dinheiro vinculado ao Bonde dos 40. Ele utilizava empresas como Val Carnes/Val Veículos para ocultar o dinheiro ilícito e ainda figurava como proprietário da AC Passos LTDA (I K Retocques), que deveria atuar no setor automotivo, mas que, na prática, não funcionava como tal.
Além disso, ele possuía imóveis em condomínios de luxo e financiava sua ostentação com dinheiro de origem duvidosa. Segundo a polícia, sua renda declarada não justificava o patrimônio que acumulava.
A defesa da vereadora afirma que Tatiana Medeiros mantinha um relacionamento pessoal com Alandilson, mas nega que ela tivesse conhecimento de suas atividades criminosas. No entanto, a investigação busca esclarecer se ela participou do esquema de lavagem de dinheiro e se utilizou o Instituto Vamos Juntos para canalizar recursos ilícitos para sua campanha eleitoral.
Além da prisão preventiva, Tatiana Medeiros foi afastada de seu cargo na Câmara Municipal de Teresina por decisão da Justiça Eleitoral. A suspeita é de que sua candidatura tenha sido financiada pelo crime organizado, o que pode levar à cassação de seu mandato.
As investigações seguem em andamento para determinar o nível de envolvimento da vereadora nas ações de Alandilson Passos e do Bonde dos 40.
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