
A vereadora Tatiana Medeiros (PSB) foi presa em sua residência, durante a Operação Escudo Eleitoral deflagrada pela Polícia Federal na manhã desta quinta-feira (3). A reportagem apurou que a ação investiga crimes eleitorais, possível envolvimento com facções criminosas e a compra de votos com dinheiro proveniente dessas organizações.
De acordo com a Polícia Federal, há indícios de que a campanha eleitoral de Tatiana Medeiros tenha sido financiada de forma ilícita e que sua eleição tenha ocorrido com o apoio de uma facção criminosa. Ela foi eleita pela primeira vez nas eleições de 2024 com 2.925 votos.
O namorado da vereadora, Alandilson Cardoso Passos, foi preso em Minas Gerais sob suspeita de integrar uma facção criminosa. Ele permanece preso. No momento da prisão, Alandilson estava acompanhado de Tatina e já tinha uma passagem comprada para viajar a São Paulo.
Entenda mais
Tatiana Medeiros é fundadora do Instituto Vamos Juntos, localizado na Avenida Boa Esperança, na zona Norte de Teresina. O local já foi alvo de buscas da Polícia Federal durante a Operação Escudo Eleitoral.
Durante a ação, foi cumprido um mandado de busca e apreensão, resultando na apreensão de R$ 100 mil em espécie.
Além disso, a parlamentar é namorada de Alandilson Cardoso Passos, um dos alvos da Operação Denarc 64. Segundo o delegado Samuel Silveira, Alandilson responde por crimes de tráfico de drogas, roubo qualificado, posse irregular de arma de fogo e seria ligado a uma facção criminosa que atua na capital.
Em entrevista ao Jornal do Piauí nesta terça-feira (1°), a vereadora Tatiana Medeiros assegurou que não responde a nenhum tipo de processo criminal, cível ou eleitoral e considera as sanções partidárias parte de uma “perseguição” da qual é vítima. Vereadora Tatiana Medeiros é presa pela Polícia Federal em Teresina A parlamentar foi presa, na manhã desta quinta-feira (03), em sua residência na zona norte de Teresina.
A vereadora Tatiana Medeiros (PSB) foi presa, na manhã desta quinta-feira (03), em sua residência localizada no bairro Vila Operária, na zona norte de Teresina, durante a segunda fase da operação Escudo Eleitoral deflagrada pela Polícia Federal no Piauí.
Segundo apurado pelo GP1, a ação policial contra a vereadora envolve compra de votos nas eleições de 2024. Na manhã de hoje, a Polícia Federal esteve em três endereços, o da residência dela, o do Instituto Vamos Juntos e o de um escritório, na zona leste de Teresina.
Suposto envolvimento com o B40
Alvo de inquérito da Polícia Federal Em 25 de novembro de 2024, o delegado Daniel Araújo, da Polícia Federal, instaurou inquérito para investigar o envolvimento de Tatiana Medeiros (PSB) com o membro do Bonde dos 40, Alandilson Cardoso Passos.
A investigação apura ainda o crime de lavagem de dinheiro durante a campanha eleitoral. A suspeita é de que a advogada tenha utilizado o Instituto Vamos Juntos para lavar recursos provenientes da organização criminosa e depois utilizá-los no pleito municipal de 2024.
Possível expulsão do PSB
Tatiana Medeiros pode ser expulsa do partido, uma vez que já teria sido destituída de um cargo que exercia na executiva municipal do PSB. Há dois dias, ela declarou: "Só vão me parar se mandarem me matar".
A vereadora fez novos comentários sobre a sanção sofrida no seu partido, sendo destituída do cargo de secretária-geral da comissão executiva municipal, por determinação do presidente da sigla, Washington Bonfim. Em entrevista a jornalistas na manhã desta terça-feira (1º), ela voltou a chamar a decisão de “ditatorial” e disse que nada vai parar seu trabalho.
Tatiana Medeiros alega que é vítima de perseguição política e injustiça. “Estou sofrendo perseguição política desde que fui eleita vereadora de Teresina, e sempre me mantive de forma muito pacífica, calada, mas agora chegou o momento em que realmente estou vendo a injustiça prevalecer a cada dia sobre nosso mandato”, afirmou.
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