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Polícia TÁ TUDO DOMINADO

Policial civil morto e ataque a juíza evidenciam domínio do crime no Rio de Janeiro

O assassinato do agente da CORE e o ataque à magistrada, que foram sepultados nesta segunda-feira (1º), escancaram o poder das facções criminosas no Rio, onde a violência virou regra e o Estado há muito perdeu o controle

01/04/2025 às 16h13 Atualizada em 01/04/2025 às 16h31
Por: Douglas Ferreira
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O policial Marquini e a esposa, juíza criminal Tula Correa - Foto: Reprodução
O policial Marquini e a esposa, juíza criminal Tula Correa - Foto: Reprodução

O Rio de Janeiro já não pertence ao Estado brasileiro. O assassinato do policial civil João Pedro Marquini, morto em uma emboscada no último domingo (30), e o ataque à sua esposa, a juíza criminal Tula Correa de Mello, são apenas mais uma prova de que o crime organizado é quem dá as ordens no território fluminense. Matar policiais, atacar juízes e espalhar o terror se tornou uma rotina, enquanto as instituições, já profundamente infiltradas pelo crime, seguem inertes ou, pior, contribuindo para a consolidação desse narco-Estado.

O policial Marquini foi executado a tiros no Túnel da Grota Funda, na zona oeste do Rio, quando teve seu veículo cercado por criminosos armados. Sua esposa, a juíza Tula Correa de Mello, que estava em um carro blindado, também foi alvo da emboscada, mas sobreviveu. O corpo de Marquini foi sepultado nesta segunda-feira (1º), com a presença de familiares, amigos e colegas de farda.

Marquini foi sepultado nesta segunda-feira, 1º no Rio - Foto: Reporodução

O Estado paralelo e o domínio do crime

O episódio não é isolado. A execução de policiais e ataques a magistrados tornaram-se comuns no Rio de Janeiro, um Estado onde as facções criminosas não apenas desafiam o poder público, mas o substituíram. São elas que impõem regras, ditam leis, decidem quem vive e quem morre. A brutalidade já ultrapassou qualquer limite, e a omissão das autoridades, seja por covardia ou conivência, só fortalece esse domínio.

Há doze anos, o assassinato da juíza Patrícia Acioli, executada com 21 tiros na porta de casa, chocou o país. Na época, ainda havia a ilusão de que o Estado poderia reagir. Mas, desde então, o crime apenas consolidou seu poder, infiltrando-se em instituições políticas, no sistema judiciário e nas forças de segurança. Hoje, decisões judiciais impedem operações policiais em áreas dominadas por facções, garantindo ao crime um território livre para se expandir.

A pergunta que fica é: até quando o Brasil seguirá fingindo que o Rio de Janeiro ainda é um Estado de Direito? Quantos mais precisarão morrer para que o poder público enfrente, de fato, o crime organizado? Ou tudo isso já faz parte de um projeto de dominação em que as forças do mal assumiram de vez o controle?

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