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Polícia CULTIVO DE CANNABIS

Saiba quem é o advogado preso em sítio com supermaconha: defesa alega uso pessoal, mas indícios apontam tráfico

Produção em grande escala, laboratório sofisticado e discurso religioso como fachada

21/03/2025 às 08h35 Atualizada em 21/03/2025 às 08h53
Por: Douglas Ferreira Fonte: Com informações Conecta Piauí
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Antônio Victor Reis Macêdo alega que mantinha o laboratório e cultivo de skank para consumo próprio - Foto: Reprodução
Antônio Victor Reis Macêdo alega que mantinha o laboratório e cultivo de skank para consumo próprio - Foto: Reprodução

A prisão do advogado Antônio Victor Reis Macêdo, nesta quinta-feira, 20 de março, durante uma operação policial na Taboca do Pau Ferrado, zona rural Sudeste de Teresina, levanta questões intrigantes. A defesa do suspeito alega que a plantação de maconha do tipo skunk, a super maconha, era destinada apenas ao consumo pessoal, mas os elementos encontrados no local sugerem uma realidade bem diferente.

Cultivo profissional e apreensões no local

Durante a operação conjunta do Departamento de Repressão ao Narcotráfico (DENARC) da Polícia Civil e da Diretoria Geral de Operações (DGO) da Polícia Militar, agentes encontraram uma estrutura de cultivo sofisticada, com estufas e um verdadeiro laboratório de drogas. Além das mudas de maconha, também foram apreendidas armas de fogo e diversos tipos de entorpecentes.

O delegado Samuel Silveira, responsável pela operação, afirmou que a estrutura era profissionalizada e voltada para o tráfico. “Encontramos droga, arma de fogo e, o mais relevante, estouramos toda uma produção de skunk que funcionava na Usina Santana. Eram três residências, várias estufas e uma produção de grande escala”, declarou.

Pés de maconha skank apreendidos no sítio do advogado na Taboca do Pau Ferrado - Foto: Reprodução

A defesa e os questionamentos

Apesar das evidências, a defesa do advogado afirma que "ainda é cedo para classificá-lo como traficante e que ele deve ter direito ao contraditório e à ampla defesa". Mas fica a pergunta: se não se tratava de tráfico, por que a necessidade de uma estrutura tão elaborada? Seria plausível que um único usuário mantivesse um laboratório desse porte apenas para consumo próprio?

Outro ponto levantado pela polícia é o fato de que a operação identificou que o grupo utilizava um discurso religioso como fachada para encobrir a produção da droga. “O que é pior, usavam um cunho aparentemente religioso para uma produção em larga escala, jogando a droga no mercado consumidor”, destacou o delegado.

Agora, resta saber até onde vai a linha de defesa do advogado e quais serão os próximos passos da Justiça diante das provas encontradas. Enquanto isso, a investigação segue para esclarecer o destino da droga e quem mais pode estar envolvido no esquema.

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