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Litoral do Piauí: corpos são encontrados em estado de decomposição

Com narcotráfico e crime organizado em ascensão, mortes violentas se tornam rotina fora da capital. Uma das vítimas estava com os pés amarrados, indicando execução. Polícia investiga possível ligação com facções

03/03/2025 às 12h05
Por: Douglas Ferreira Fonte: Com informações Conecta Piauí
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Dois corpos em estado avançado de decomposição encontrados em diferentes localidades no litoral do Piauí - Foto: Reprodução/Folha do Delta
Dois corpos em estado avançado de decomposição encontrados em diferentes localidades no litoral do Piauí - Foto: Reprodução/Folha do Delta

A violência brutal já não se restringe às grandes cidades. No Piauí, o crime organizado avança sem freios, espalhando terror de Cristalândia, no extremo Sul do Estado, ao litoral. A guerra das facções e o domínio do narcotráfico têm transformado o Estado em um cenário de execuções sumárias, onde corpos são encontrados em circunstâncias cada vez mais macabras.

O caso mais recente ocorreu no sábado (1º), quando dois corpos em estado avançado de decomposição foram localizados em Parnaíba e Luís Correia, dois dos principais destinos turísticos do Piauí. O primeiro foi achado em um manguezal de difícil acesso, nas proximidades da usina eólica da Pedra do Sal. Durante a perícia, um segundo cadáver foi identificado próximo ao porto pesqueiro da cidade de Luís Correia. A vítima estava com os pés amarrados, um sinal evidente de execução.

As autoridades suspeitam que os corpos sejam de dois homens desaparecidos na zona rural de Luís Correia, na região do Brejinho. Uma testemunha afirmou que um deles pode ser um indivíduo conhecido como “Saci”, morador do povoado Cearazinho.

A Delegacia Especializada no Combate às Facções Criminosas, Homicídios e Tráfico de Drogas (DFHT) de Parnaíba já deu início às investigações, mas o cenário é cada vez mais preocupante. A presença das facções no litoral tem imposto uma rotina de medo e violência à população, enquanto execuções brutais se tornam parte do cotidiano. A pergunta que fica é: até quando o crime ditará as regras no Piauí?

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