
Que a criminalidade domina a Grande Fortaleza, todos sabem. Mas poucos percebem a ousadia crescente dos criminosos. Na capital do Ceará, ninguém está seguro – nem mesmo dentro de um hospital. O Estado e sua força de segurança não impõem temor algum aos bandidos.
Neste domingo, um crime bárbaro e audacioso chocou a cidade: um paciente identificado como Fernando Uchôa Júnior, estava internado há cerca de uma semana com ferimentos à bala no tórax e na mão, foi executado a tiros dentro do Instituto Doutor José Frota (IJF), um dos principais hospitais de Fortaleza. O assassino entrou sem ser identificado e, armado, conseguiu eliminar sua vítima.
A esposa da vítima acompanhava o paciente no hospital, mas no momento do crime, havia descido ao refeitório para o jantar.
Como alguém conseguiu ingressar na unidade de saúde com uma arma de fogo sem ser notado? Onde estava a segurança do hospital? Quem deveria zelar pela vida dos pacientes? O que diz a direção do IJF sobre a falha gritante em seus protocolos de segurança?
A vítima foi alvejada com pelo menos cinco disparos. A ação ocorreu no horário de visitas, e um suspeito foi preso em flagrante pela Guarda Municipal e por policiais penais.
O caso levanta ainda mais dúvidas sobre a vulnerabilidade dos hospitais públicos de Fortaleza. Afinal, não é a primeira vez que um crime bárbaro ocorre dentro do IJF. Em 23 de abril de 2024, um ex-funcionário invadiu a unidade e decapitou um profissional de saúde.
A Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS) foi acionada e ainda não se pronunciou sobre o caso. Enquanto isso, a população segue refém da violência, até mesmo nos locais onde deveria estar protegida.
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