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Polícia TRANSFERIDOS

Francisco de Assis e Maria dos Aflitos, suspeitos de envenenar oito pessoas em Parnaíba é transferido para Teresina

Investigação aponta uso de veneno proibido nas mortes; polícia apura motivação e possíveis cúmplices

19/02/2025 às 10h43
Por: Douglas Ferreira
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O casal Francisco de Assis e Maria dos Aflitos é apontada pela polícia com os principais suspeitos dos plano macabro que resultou na morte de sete filhos e netos e uma vizinha - Foto: Reprodução
O casal Francisco de Assis e Maria dos Aflitos é apontada pela polícia com os principais suspeitos dos plano macabro que resultou na morte de sete filhos e netos e uma vizinha - Foto: Reprodução

O casal suspeito de envenenar sete familiares e uma vizinha em Parnaíba (PI) foi transferido para Teresina. Francisco de Assis e Maria dos Aflitos cumprem prisão preventiva enquanto as investigações seguem em andamento. A Polícia Civil apura a responsabilidade deles nas mortes de duas crianças no ano passado e de seis vítimas em janeiro deste ano, inclusive, mais duas crianças menores.

De acordo com a perícia, o casal teria utilizado terbufós, um componente tóxico presente em pesticidas e também no chumbinho, cuja comercialização é proibida no Brasil. O veneno foi encontrado na casa dos acusados.

A Secretaria de Justiça do Piauí não revelou o motivo da transferência, nem o local exato onde Francisco de Assis está detido. Já Maria dos Aflitos foi encaminhada à Penitenciária Feminina de Teresina, a mesma onde ficou presa Lucélia Maria da Conceição, suspeita inicial dos envenenamentos de João Miguel da Silva, de 7 anos, e Ulisses Gabriel da Silva, de 8 anos, ambos falecidos no ano passado.

Lucélia chegou a ser presa, mas foi solta após pedido do Ministério Público, embora ainda responda pelo crime. Sua defesa busca antecipar o julgamento e pedir a extinção do processo.

Investigação ainda busca esclarecer participação do casal

A Polícia Civil ainda não concluiu o inquérito, mas as evidências indicam que Francisco e Maria atuaram juntos no esquema de envenenamento. As autoridades investigam se mais alguém contribuiu para os crimes e qual foi o papel de cada um no plano macabro.

Os investigadores trabalham para determinar de quem partiu a ideia e qual teria sido a motivação para o envenenamento sistemático dos familiares e da vizinha.

Se condenados, o casal pode enfrentar penas severas pelos crimes de homicídio qualificado, podendo chegar a 30 anos de prisão para cada vítima.

Cronologia do caso

  • 28 de agosto de 2024 – João Miguel da Silva, 7 anos, morre no Hospital de Urgência de Teresina.
  • 10 de novembro de 2024 – Ulisses Gabriel da Silva, 8 anos, também falece no mesmo hospital.
  • 1º de janeiro de 2025 – Nove pessoas da mesma família passam mal; Manoel Leandro da Silva, 18 anos, morre em casa.
  • 2 de janeiro de 2025 – Morte de Igno Davi Silva, 1 ano e 8 meses, no Hospital Estadual Dirceu Arcoverde, em Parnaíba.
  • 6 de janeiro de 2025 – Maria Lauane Fontenele, 3 anos, falece no Hospital de Urgência de Teresina.
  • 7 de janeiro de 2025 – Francisca Maria da Silva, 32 anos, morre no Hospital Dirceu Arcoverde, em Parnaíba.
  • 21 de janeiro de 2025 – Maria Gabriele Fontenele, 4 anos, morre no Hospital de Urgência de Teresina.
  • 22 de janeiro de 2025 – Maria Jocilene da Silva, 41 anos, falece após ingerir café envenenado.

As autoridades seguem investigando o caso e novas informações devem ser divulgadas em breve.

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