
O mercado financeiro no Brasil fechou o mês de outubro com fortes perdas nesta sexta-feira, 30, impulsionado pelas incertezas sobre o futuro da economia após as eleições e pela queda nas Bolsas no exterior, o dólar subiu 1,09% no dia e fechou vendido a R$ 5,446, o valor mais alto registrado neste ano. Já o Ibovespa, principal indicador da Bolsa brasileira, caiu 0,75% e encerrou aos 167,9 mil pontos.
No acumulado dos últimos cinco dias, o dólar deu um salto de 9,15%, a maior alta em uma única semana desde a crise financeira de 2008. Já a Bolsa despencou 18,12% na semana, registrando o pior desempenho desde o início da pandemia de covid-19, em março de 2020.
A alta do dólar e a queda das ações mostram a preocupação dos investidores com os rumos do país. Após o segundo turno e a confirmação da reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o mercado ficou no aguardo de anúncios sobre quem vai comandar a economia e de como o governo vai controlar os gastos públicos. Logo na segunda-feira, 26, a queda forte nas ações fez a Bolsa interromper as negociações por alguns minutos. Ao longo da semana, muitos investidores estrangeiros preferiram retirar seu dinheiro do Brasil e comprar dólares para se proteger antes do feriado de Finados.
No cenário internacional, o clima também foi de pessimismo. Nos Estados Unidos, as grandes empresas de tecnologia e de inteligência artificial registraram perdas no valor de suas ações, o que assustou os investidores em todo o mundo. Essa desconfiança fez com que o dinheiro saísse de países emergentes, como o Brasil, aumentando ainda mais a pressão sobre a nossa moeda e sobre a Bolsa nacional.
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