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Operação Cactus: preso no Maranhão, suspeito de liderar núcleo financeiro do PCC investigado no Piauí

Igor Barbosa da Silva, conhecido como “Igor Gordão”, foi localizado em Santo Antônio dos Lopes (MA). Segundo a investigação, ele teria papel central na movimentação financeira da organização; a operação também bloqueou bens, sequestrou veículos e cumpriu 31 mandados em três Estados

16/10/2026 às 10h15
Por: Douglas Ferreira
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Os três presos em Santo Antonio dos Lopes no Maranhão - Foto: Reprodução
Os três presos em Santo Antonio dos Lopes no Maranhão - Foto: Reprodução

A Polícia Civil do Piauí prendeu nesta sexta-feira (16), no Maranhão, Igor Barbosa da Silva, conhecido como “Igor Gordão”, apontado pelas investigações como uma das lideranças do Primeiro Comando da Capital (PCC) com atuação no Piauí. A prisão ocorreu na comunidade Centro dos Rodrigues, em Santo Antônio dos Lopes, a cerca de 400 quilômetros de Teresina, durante a Operação Cactus, coordenada pelo Departamento Estadual de Repressão ao Narcotráfico (DENARC).

Segundo os investigadores, Igor teria uma função relevante na estrutura financeira do grupo criminoso. A apuração identificou movimentações bancárias consideradas incompatíveis com os rendimentos declarados e indícios de possível ocultação patrimonial e lavagem de dinheiro. As suspeitas, porém, ainda dependem de comprovação no curso do processo.

A investigação também levou a Justiça a determinar o bloqueio de até R$ 487 mil em bens atribuídos a Igor. A esposa dele, igualmente citada nos levantamentos financeiros, teve R$ 625 mil em bens bloqueados. As medidas integram uma ofensiva mais ampla contra o patrimônio que as autoridades suspeitam estar relacionado às atividades investigadas.

Quem é Igor Barbosa e onde ele operava?

Conhecido como “Igor Gordão”, Igor Barbosa da Silva é apontado pela Polícia Civil como uma das principais lideranças do PCC com atuação no Piauí. Segundo informações divulgadas pelo coordenador do DENARC, delegado Samuel Silveira, ele teria comandado atividades criminosas no Estado mesmo estando instalado no Maranhão.

As investigações também apontam que o suspeito teria utilizado empresas de diferentes ramos comerciais, revendedores de veículos e negócios em Cuiabá (MT) para movimentar recursos supostamente provenientes do tráfico de drogas. A apuração busca esclarecer como funcionava essa rede financeira, quem participava dela e quais atividades empresariais teriam sido utilizadas para ocultar patrimônio. Essas suspeitas ainda estão sob investigação.

Arma apreendida no ato da prisão de Igor Gordão - Foto: Reprodução

Qual seria a importância dele na estrutura do PCC?

O foco da investigação indica que a relevância atribuída a Igor não estaria restrita à atuação direta no tráfico, mas também à possível administração e circulação dos recursos financeiros da organização. Na avaliação dos investigadores, atingir esse núcleo pode dificultar o financiamento das atividades criminosas, a aquisição de bens e a movimentação de dinheiro por meio de empresas.

A Operação Cactus cumpriu 31 ordens judiciais, sendo 11 mandados de prisão e 20 de busca e apreensão, em Teresina e União, no Piauí, Santo Antônio dos Lopes, no Maranhão, e Cuiabá, em Mato Grosso. Também houve apreensão de armas, determinação de sequestro de 60 veículos e de um apartamento em Teresina, comprado por R$ 300 mil à vista.

O bloqueio de R$ 487 mil em bens atribuídos a Igor e de R$ 625 mil em bens de sua esposa soma R$ 1,112 milhão. As medidas patrimoniais alcançam ainda outras pessoas e empresas investigadas, com valores adicionais que, segundo as autoridades, chegam a milhões de reais.

Ao explicar a operação, o delegado Samuel Silveira afirmou que o objetivo é enfraquecer o tráfico e atingir também os suspeitos de ocultar e movimentar os recursos obtidos ilegalmente. A investigação continua para esclarecer a participação de cada alvo e identificar eventuais outros envolvidos.

Importante: Igor é apontado pelas autoridades como liderança do PCC e suspeito de envolvimento em tráfico e lavagem de dinheiro. Essas imputações ainda precisam ser apuradas no processo e não equivalem, por si só, a uma condenação judicial.

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