
Em suma, o que diz o texto a seguir? Revela que existem ainda setores da sociedade que precisam parar de pensar apenas em beber ou alcolizar-se nos finais de semane e ficarem plantado em frente a TV vendo os jogos de futebol de seu time preferido? Livros é investimento. A cultura do conhecimento precisa ser ainda mais disseminada? O trabalho dignifica o homem. Os estudos tornam as pessoas independentes e prósperas. O ir à Igreja não significa necessariamente acreditar em tudo que Padres e Pastores maliciosos, inescrupulosos e que pensam apenas e tão somente em suas vidas confortáveis dizem e acreditam sem pudor?
A imprensa jogando luzes em meio a trevas? O que repercute na boa e nobre mídia? Olha só o que diz O Antagonista: "Eleições de 2026 deixam a esquerda brasileira à beira da extinção. Lula dificilmente conseguirá se reeleger em 2026 e até mesmo o futuro de lideranças é incerto." A matéria foi postada por Wilson Lima.
E diz mais: "O recado das urnas neste domingo foi muito claro: a esquerda precisa se modernizar. E para ontem. Não adianta continuar repetindo o mantra de que é preciso combater a 'extrema direita', chamar o brasileiro de 'nazista' ou tratar com desdém aquilo que seus intelectuais de estimação apelidaram de 'CEO de MEI'. O eleitor parece ter pouca paciência para sermões — e menos ainda para quem tenta lhe ensinar como pensar."
Qual a notícia do dia? A esquerda brasileira precisa entender que disputas de caráter ideológico ou identitário não enchem barriga, não diminuem a sensação de insegurança, não garantem emprego nem colocam dinheiro no bolso. O brasileiro mudou nos últimos 20 anos. E mudou muito. Foi impulsionado pelo avanço das Igrejas Evangélicas, pela profusão da chamada "Teologia da Prosperidade", pelas transformações nas relações de trabalho e, sobretudo, pela internet, que demoliu o monopólio da informação exercido durante décadas por partidos, sindicatos e setores da imprensa.
Mesmo que o cidadão não tenha colocado um único pé em uma igreja evangélica nos últimos anos, ele entendeu que pode, sim, viver — e muito bem — com um Estado mais enxuto e sem a tutela de sindicatos e dos intelectuais de plantão. Nos governos Lula 1 e 2, o eleitor dependia do Estado para ter sua casa, sua renda mínima, seu bom emprego — público ou privado —, ou mesmo das entidades para ver seus direitos mínimos garantidos. Hoje, não.
O cidadão entendeu que um Estado engessado muitas vezes mais atrapalha do que ajuda, que os sindicatos atuam apenas para manter uma laia de pelegos ativos e que setores da academia estão comprometidos com a manutenção do status quo. O último governo Lula não conseguiu recuperar a economia nem entregou ao brasileiro a famosa picanha prometida em 2022. Sobrou a propaganda.
Faltou a carne. Outro ponto: não se governa apenas com tribunais. Até hoje, é difícil para o brasileiro comum explicar por que milhares de pessoas foram condenadas por uma balbúrdia na Praça dos Três Poderes. Nem mesmo o Supremo Tribunal Federal (STF) conseguiu transformar essa história em algo compreensível para quem está do lado de fora da Praça dos Três Poderes. A resposta, por óbvio, veio nas urnas: um Congresso majoritariamente bolsonarista, tanto no Senado quanto na Câmara, e mais de 56 milhões de votos para Flávio Bolsonaro já no primeiro turno. Nikolas Ferreira (PL-MG) terminou o pleito com mais de 3 milhões de votos; Lucas Pavanato foi eleito com mais de 2 milhões de votos.
Lula pode até ser eleito em 25 de outubro, mas provavelmente será alvo de um processo de impeachment. A esquerda teria hoje em torno de 110 parlamentares. Mesmo com o apoio de algumas siglas do Centrão, isso é insuficiente para barrar qualquer pedido fajuto de afastamento presidencial. A esquerda está no divã. Lula minou qualquer chance de produzir um substituto à altura. Agora, não somente Lula, mas toda a esquerda brasileira pagarão o preço por anos de arrogância, miopia eleitoral e uma desconcertante incapacidade de entender o país que dizem representar.
Qual a notícia do dia? Lula não tem força suficiente para reverter o atual quadro. Flávio Bolsonaro pode até mesmo aumentar consideravelmente a vantagem no segundo turno e fazer com que a derrota de Lula seja uma das maiores de sua vida. Eis a realidade. Gostou muito do texto mais ficou triste por pertencer à região que menos valoriza o trabalho e a ordem? Agregue mais pessoas em torno do abrir os olhos e perceberão que o único caminho certo do desenvolvimento é as liberdades e a autonomia perante governantes. Existem pessoas que necessitam de poderes para se sentirem seres humanos; não acredite nisso. O que faz as pessoas serem realmente dignas e honestas é o obedecer a Deus e o acreditar no seu trabalho e em seus estudos!
Este texto contém informações de Wilson Lima. Quem é ele? É jornalista formado pela Universidade Federal do Maranhão. Trabalhou em veículos como Agência Estado, Portal iG, Congresso em Foco, Gazeta do Povo e IstoÉ. Acompanha o poder em Brasília desde 2012, tendo participado das coberturas do julgamento do mensalão, da Operação Lava Jato e do impeachment de Dilma Rousseff. Em 2019, revelou a compra de lagostas por ministros do STF.
Mín. 21° Máx. 40°