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Política SEM ÁGUA, SEM AULA!

Joel cobra Rafael após prefeito do PT denunciar falta d’água em escolas

Candidato questiona governador após prefeito de Santo Inácio do Piauí revelar suspensão de aulas por falta de água em unidades municipais e estaduais

05/09/2026 às 20h02 Atualizada em 05/09/2026 às 20h12
Por: Douglas Ferreira
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Joel tocou na ferida da gestão Fonteles: a falta de água - Foto: Reprodução
Joel tocou na ferida da gestão Fonteles: a falta de água - Foto: Reprodução

A crise da falta d’água chegou às salas de aula e provocou uma cobrança direta ao governador Rafael Fonteles. O candidato a governador Joel Rodrigues, presidente estadual do Progressistas, reagiu a um vídeo do prefeito de Santo Inácio do Piauí, Dr. Auro Aparecido, que também é do PT, denunciando a suspensão das aulas em escolas do município por causa da falta de água.

Segundo o prefeito, várias crianças estão deixando de assistir às aulas porque as unidades escolares estão sem abastecimento, atingindo tanto a rede municipal quanto a estadual. O episódio ganhou repercussão após Joel utilizar as imagens para cobrar providências do Governo do Estado e lembrar que a transferência da concessão dos serviços de água para a Aegea, responsável pela Águas do Piauí, foi apresentada como uma solução para problemas históricos de abastecimento.

“É um exemplo do descaso do governador Rafael para com o nosso Estado, para com as pessoas. Uma escola que tem uma fachada muito bonita, mas está faltando água dentro da escola. Os alunos foram dispensados. Quem está denunciando? Diretor, prefeito, vereadores. Cadê a sua sensibilidade? Cadê o respeito com o povo desse Estado?”, questionou Joel.

O candidato também aproveitou o episódio para retomar críticas aos gastos do Governo do Estado com comunicação. Ele citou o contrato de aproximadamente R$ 99 milhões firmado com a empresa Mega Comunicação, ligada ao irmão do secretário de Comunicação, Marcelo Nolleto, e lembrou que o caso foi alvo de questionamentos do Ministério Público, que pediu a suspensão do contrato e dos pagamentos em março deste ano.

A partir daí, Joel lançou outra provocação ao governador: “Será que se esse dinheiro de cerca de R$ 100 milhões fosse destinado para resolver problemas como este, ainda estaria faltando água nas escolas de cidades como Santo Inácio do Piauí?” O candidato também questionou se a concessão dos serviços de água foi feita exclusivamente para enfrentar o problema do abastecimento ou se haveria outros interesses envolvidos.

O episódio expõe uma contradição política incômoda: um prefeito do próprio PT denuncia publicamente uma situação que atinge crianças e compromete o funcionamento das escolas, enquanto a oposição transforma o problema em símbolo da cobrança por resultados. Mais do que uma disputa eleitoral, o caso coloca uma questão básica no centro do debate: antes de qualquer obra vistosa, propaganda ou grande contrato, é possível garantir água dentro de uma escola para que uma criança possa simplesmente estudar?

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