Sexta, 07 de Agosto de 2026
35°

Parcialmente nublado

Teresina, PI

Polícia TRÁFICO DE DROGAS

Megaoperação desmonta núcleo financeiro do crime organizado e bloqueia R$ 18 milhões no Piauí

Força Integrada de Combate ao Crime Organizado cumpre 68 mandados em dois Estados, prende suspeito de executar policial civil do Ceará e atinge a estrutura de lavagem de dinheiro de facção interestadual

07/08/2026 às 09h59
Por: Douglas Ferreira
Compartilhe:
Megaoperação contra organização criminosa no Piauí e bloqueia mais de R$ 18 milhões - Foto: Reprodução
Megaoperação contra organização criminosa no Piauí e bloqueia mais de R$ 18 milhões - Foto: Reprodução

O avanço das facções criminosas no Nordeste voltou a ser alvo de uma grande ofensiva das forças de segurança. Em uma operação de grande porte, a Força Integrada de Combate ao Crime Organizado (FICCO) desarticulou parte da estrutura financeira de uma organização criminosa com atuação no Piauí, Ceará e Goiás, bloqueando mais de R$ 18 milhões em bens e ativos ligados ao grupo.

Batizada de Livro Caixa I e Livro Caixa II, a operação cumpriu 68 ordens judiciais, sendo 28 mandados de prisão preventiva, 26 de busca e apreensão e 14 medidas de bloqueio de ativos financeiros, determinadas pela Central de Inquéritos de Parnaíba.

O foco da investigação não foi apenas prender criminosos, mas atingir o coração da organização: o dinheiro. Segundo a Polícia Federal, o grupo mantinha uma sofisticada estrutura voltada ao tráfico de drogas e à lavagem de dinheiro, mecanismo utilizado para dar aparência de legalidade aos recursos obtidos com atividades ilícitas.

As ações ocorreram nos municípios piauienses de Parnaíba, Cocal e Teresina, além das cidades cearenses de Camocim, Granja e Fortaleza, chegando ainda a Valparaíso de Goiás, demonstrando o caráter interestadual da organização criminosa.

Durante o cumprimento dos mandados, foi preso um homem apontado como suspeito de participar do assassinato do inspetor da Polícia Civil do Ceará Glicélio Félix de Almeida, morto a tiros em dezembro de 2023, na cidade de Granja. A principal linha investigativa aponta que o crime teria sido uma execução determinada por integrantes de facção criminosa em represália à atuação do policial no combate ao crime organizado.

A prisão reforça uma preocupação crescente das autoridades: além de controlar o tráfico de drogas, organizações criminosas passaram a investir cada vez mais em estruturas financeiras complexas para ocultar patrimônio e ampliar seu poder econômico. O objetivo é garantir recursos para financiar armas, logística, corrupção e expansão territorial.

A ofensiva contou com a atuação conjunta da Polícia Federal, Polícia Penal Federal, Polícias Civil, Militar e Penal do Piauí, além do apoio da FICCO do Ceará e das forças de segurança daquele Estado, evidenciando que o enfrentamento às facções exige integração entre diferentes órgãos e compartilhamento de inteligência.

As investigações continuam para identificar outros integrantes da organização, rastrear a origem dos recursos movimentados e localizar novos patrimônios ligados ao esquema criminoso. Todo o material apreendido passará por perícia.

A estratégia adotada pelas forças de segurança segue uma tendência nacional: além de prender integrantes das facções, as autoridades buscam sufocar financeiramente essas organizações, atingindo justamente o patrimônio que sustenta suas atividades ilícitas.

Palavras-chave

Megaoperação, Polícia Federal, FICCO, tráfico de drogas, lavagem de dinheiro, facção criminosa, Piauí, Ceará, bloqueio de bens, R$ 18 milhões, Glicélio Félix, crime organizado.

Insta

 

* O conteúdo de cada comentário é de responsabilidade de quem realizá-lo. Nos reservamos ao direito de reprovar ou eliminar comentários em desacordo com o propósito do site ou que contenham palavras ofensivas.
500 caracteres restantes.
Comentar
Mostrar mais comentários