
Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, passou a ser investigado em quatro inquéritos da Polícia Federal que apuram suspeitas de tráfico de influência em diferentes órgãos do governo federal. As investigações tiveram origem em informações reunidas durante a apuração das fraudes envolvendo descontos indevidos em benefícios do INSS.
De acordo com informações divulgadas pela CNN Brasil, a Polícia Federal encontrou documentos e elementos que motivaram a abertura de novos procedimentos, posteriormente encaminhados ao Supremo Tribunal Federal. Os inquéritos foram distribuídos entre os ministros André Mendonça e Flávio Dino.
O primeiro investiga a suspeita de que Lulinha teria atuado para favorecer uma empresa ligada ao empresário Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como "Careca do INSS", que comercializa produtos medicinais à base de cannabis, facilitando contratos junto ao Ministério da Saúde.
O segundo apura uma suposta influência em favor de uma empresa de tecnologia da informação junto à Dataprev. Segundo a reportagem, essa empresa mantém contratos milionários com o governo federal. A Dataprev informou que seus contratos seguem a legislação e negou possuir contrato com a empresa citada na investigação.
Já o terceiro inquérito, sob relatoria do ministro Flávio Dino, permanece sob sigilo. As informações disponíveis indicam apenas que a investigação busca esclarecer a suposta utilização de influência junto ao governo federal, sem identificação pública de um órgão específico.
Além desses três novos procedimentos, permanece em andamento a investigação principal relacionada às fraudes no INSS, da qual surgiram os elementos que deram origem às demais apurações.
Até o momento, não houve denúncia apresentada pelo Ministério Público, acusação formal aceita pela Justiça ou condenação contra Lulinha. As investigações estão em fase de coleta de provas para verificar se houve prática de tráfico de influência ou outros eventuais crimes.
A defesa de Fábio Luís Lula da Silva, por meio do advogado Marco Aurélio Carvalho, afirma que as investigações seriam uma tentativa de interferência política e sustenta que não há provas de irregularidades envolvendo seu cliente.
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