
A enfermeira Roseane Márcia encaminhou ao Gazeta Hora1 uma denúncia na qual questiona a regularidade de uma autuação registrada no sistema da Polícia Rodoviária Federal (PRF). Segundo ela, a infração atribuída pelo agente Hailton Elias de Macedo, na BR 343, km 269, em Campo Maior, não corresponde ao que efetivamente aconteceu.
De acordo com o relato encaminhado à reportagem, o auto de infração registra que a condutora teria ultrapassado a barreira do posto da PRF em sentido contrário e realizado uma ultrapassagem de um bitrem em faixa dupla contínua. Ainda segundo a descrição constante na notificação, a abordagem não teria sido realizada porque o veículo já havia passado pela equipe policial.
A enfermeira, no entanto, contesta integralmente essa versão. Em sua manifestação, afirma que "o fato não ocorreu como descrito pelo agente da PRF", sustentando que trafegava normalmente pela rodovia e que não houve qualquer tentativa de abordagem por parte dos policiais que estavam no posto.
Roseane também questiona a lógica da narrativa apresentada na autuação. Segundo ela, "em nenhum momento um cidadão de bem passa por um posto da PRF com velocidade acima de 40 km/h", observando que havia caminhões parados na via e que os demais veículos de passeio também seguiam pela faixa da direita em frente ao posto policial.
Outro ponto levantado pela denunciante é a ausência de qualquer ordem de parada. Em seu relato, ela afirma que "em nenhum momento foi solicitada minha parada e me estranha a notificação do agente", acrescentando que, caso realmente tivesse ocorrido a infração narrada no auto, seria esperado que houvesse uma perseguição ou abordagem imediata para identificação do motorista.
A enfermeira também argumenta que, no momento da viagem, enfrentava uma situação familiar delicada. Ela relata que seguia para Teresina acompanhada da mãe, Rosa Maria de Souza Lima, de 63 anos, que apresentava fortes dores provocadas por inflamação no nervo ciático e quadro de compressão precordial.
Segundo Roseane, ao chegar à Capital, sua mãe foi atendida no Hospital Itacor, onde exames apontaram um quadro de hipocalemia, caracterizado pela baixa concentração de potássio no organismo. Ela informa ainda que a paciente permaneceu em atendimento até a madrugada de 1º de julho e, no mesmo dia, precisou realizar uma endoscopia previamente agendada para retirada de pólipos.
A denunciante afirma possuir documentos médicos, exames laboratoriais, laudos de ressonância magnética, declaração hospitalar e o resultado da endoscopia, os quais, segundo ela, demonstram o contexto da viagem e reforçam sua versão dos fatos.
Roseane também defende que sejam preservadas e disponibilizadas eventuais gravações do posto da PRF. Em sua manifestação, destaca "a importância de vídeos, imagens e fotos que possam comprovar a veracidade dos fatos, porque não podemos ser vítimas de falácias controversas de agentes que usam da má-fé".
A enfermeira informou que ingressará com recurso administrativo para contestar a autuação e pretende buscar outras medidas legais caso considere necessário.
Direito ao contraditório
O Gazeta Hora1 tentou localizar o agente Hailton Elias de Macedo para que pudesse apresentar esclarecimentos ou sua versão sobre as alegações feitas pela denunciante. No entanto, até o fechamento desta reportagem, não foi possível obter seu posicionamento.
O Gazeta Hora1 ressalta que mantém espaço aberto ao agente citado e à Polícia Rodoviária Federal para que, a qualquer momento, possam prestar esclarecimentos, apresentar documentos, imagens ou qualquer informação que contribua para o pleno esclarecimento dos fatos, em respeito aos princípios do contraditório, da ampla defesa e do interesse público.
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