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Polícia JÚRI POPULAR

Caso Penélope e Thiciano: acusado irá a júri popular por duplo homicídio

Decisão mantém prisão preventiva do réu, que responderá por feminicídio e homicídio qualificado.

29/07/2026 às 12h11
Por: Suzana Moreno
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Foto: Reprodução
Foto: Reprodução


Francisco Fernando de Oliveira Castro irá a julgamento pelo Tribunal do Júri pelos assassinatos da ex-esposa, Penélope Miranda de Brito, comandante da Guarda Municipal de Parnaíba, e do vereador Thiciano Ribeiro da Cruz (PL). A decisão foi proferida nesta terça-feira (28) pela juíza Maria Zilnar Coutinho Leal, que concluiu haver elementos suficientes para que o caso seja apreciado pelos jurados. O acusado permanecerá preso preventivamente até o julgamento.

Segundo a investigação, o crime ocorreu em 27 de agosto de 2025, quando Francisco Fernando interceptou as vítimas nas proximidades de um hospital, no Centro de Teresina, e efetuou diversos disparos com uma arma de fogo de uso restrito. Penélope e Thiciano morreram no local. Um taxista que estava estacionado nas proximidades também foi atingido por um projétil e ficou ferido. Toda a ação foi registrada por câmeras de monitoramento.

Ao longo da investigação, familiares e testemunhas relataram que a comandante da Guarda Municipal sofria perseguições e episódios de violência durante e após o relacionamento com o acusado. Conforme os depoimentos, ele não aceitava o fim do casamento e demonstrava ciúmes do relacionamento da ex-companheira com o vereador. Em juízo, Francisco Fernando admitiu ter atirado nas vítimas, mas afirmou que seu alvo era apenas Thiciano Ribeiro, versão contestada pelo Ministério Público.

Com a decisão de pronúncia, caberá ao Conselho de Sentença analisar as acusações de feminicídio e homicídio qualificado, além das circunstâncias que envolvem o crime. Entre as qualificadoras que serão avaliadas pelos jurados estão motivo torpe, uso de arma de fogo de uso restrito, recurso que dificultou a defesa das vítimas, meio cruel e perigo comum. A Justiça também determinou a destruição das armas apreendidas no caso e a restituição dos bens que não interessam mais à investigação.

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