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Morte de detento provoca tensão em presídio do Piauí e mobiliza forças de segurança

Interno sofreu um infarto poucas horas após ser transferido para a Penitenciária de Buriti dos Lopes. A morte desencadeou um princípio de rebelião, rapidamente controlado por policiais penais e equipes especializadas

25/07/2026 às 15h14
Por: Douglas Ferreira
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Adriano Moura, detento morto no presídio de Buriti dos Lopes - Foto: Reprodução
Adriano Moura, detento morto no presídio de Buriti dos Lopes - Foto: Reprodução

A morte do detento Adriano de Sousa Moura, na noite desta sexta-feira (24), provocou momentos de tensão na Penitenciária Bispo Sebastião Alves de Souza, em Buriti dos Lopes, no Norte do Piauí. O episódio mobilizou forças especializadas da Segurança Pública para conter um princípio de rebelião entre os internos.

Segundo a Secretaria da Justiça do Piauí (Sejus), Adriano passou mal por volta das 22h, poucas horas depois de ser transferido da Penitenciária Irmão Guido, em Teresina, para a unidade prisional de Buriti dos Lopes. Ele recebeu atendimento da equipe de saúde do presídio e do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), mas não resistiu.

O que causou a morte?

De acordo com a Sejus, a causa mortis foi um infarto, caracterizado como um mal súbito. Após a confirmação do óbito, foram acionados a Polícia Judiciária, a Perícia Criminal e o Instituto Médico Legal (IML), conforme o protocolo estabelecido entre a Sejus, o Ministério Público, o Tribunal de Justiça e a Secretaria de Segurança Pública.

Até o momento, não há informação oficial que indique qualquer indício de violência ou participação de terceiros na morte do detento.

A morte do detento teria gerado um clima de tensão entre os presidiários - Foto: Reprodução

Quem era Adriano de Sousa Moura?

Adriano era considerado pelas autoridades um preso de alta periculosidade e possuía diversas condenações criminais.

Entre os principais antecedentes está a condenação, em 2023, a 13 anos e dois meses de prisão pelo roubo à residência do ex-procurador-geral do Estado do Piauí, Kildere Ronne de Carvalho Souza. O crime ocorreu em 2017, quando Adriano e outros quatro homens armados invadiram a casa da família, renderam as vítimas e roubaram dinheiro, joias, armas e outros bens.

Além desse processo, ele acumulava outras condenações que, somadas, ultrapassavam 20 anos de prisão.

Também ficou conhecido por participar da fuga de dez detentos da antiga Casa de Custódia, em Teresina, em abril de 2022. Na ocasião, os presos serraram as grades da cela e utilizaram lençóis para escapar, sendo Adriano recapturado cerca de duas semanas depois.

Por que houve um princípio de rebelião?

A morte provocou um clima de tensão dentro da unidade prisional. Segundo a Sejus, houve um princípio de indisciplina entre os internos logo após a confirmação do óbito.

A Secretaria, no entanto, não informou oficialmente o motivo da reação dos demais presos. Também não há confirmação de que o movimento tenha sido motivado por suspeitas sobre a causa da morte ou por qualquer outra reivindicação específica.

O tumulto foi rapidamente controlado pelos policiais penais de plantão, com apoio de forças especializadas da Segurança Pública, evitando que a situação evoluísse para uma rebelião de maiores proporções.

O que diz a Sejus?

A Secretaria da Justiça reafirma que:

  • Adriano morreu em decorrência de um infarto, após sofrer um mal súbito.
  • O preso recebeu atendimento médico imediato da equipe da unidade e do Samu.
  • Todos os protocolos legais foram adotados, com acionamento da Polícia Judiciária, Perícia Criminal e IML.
  • O princípio de rebelião foi controlado sem maiores consequências.
  • A pasta informou ainda que presta assistência aos familiares do detento.

O caso segue documentado pelas autoridades, e os laudos periciais deverão integrar os procedimentos administrativos e policiais previstos para mortes ocorridas no sistema prisional.

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