
A Polícia Civil do Piauí concluiu o inquérito que apurou a tentativa de sequestro de uma recém-nascida ocorrida no dia 6 de julho, na Nova Maternidade Dona Evangelina Rosa, em Teresina. A principal e única investigada, segundo a polícia, é a técnica de enfermagem Auricélia de Sousa Rocha, que foi formalmente indiciada e permanece presa à disposição da Justiça.
Durante a investigação, os policiais reuniram depoimentos, analisaram imagens das câmeras de segurança, realizaram perícias e diligências que, segundo a autoridade policial, demonstram que a ação foi previamente planejada.
Na residência da investigada, foram encontrados um quarto preparado para receber um bebê e diversos objetos infantis. Além disso, a polícia afirma ter comprovado que Auricélia simulava uma gravidez havia vários meses, embora exames e documentos médicos demonstrem que ela não estava gestante.
As imagens de segurança mostram que, mesmo estando de folga, ela entrou na maternidade vestindo uniforme da unidade hospitalar. Aproveitando-se da aparência de funcionária, convenceu familiares da recém-nascida a entregarem a criança sob a justificativa de que seria levada para realizar exames.
Segundo a investigação, logo depois ela entrou em um banheiro, colocou a bebê dentro de uma bolsa e tentou deixar o hospital. A ação só foi interrompida porque a tia da recém-nascida desconfiou da situação, procurou a criança e conseguiu encontrá-la antes que a suspeita deixasse o local.
A Polícia Civil concluiu pelo indiciamento de Auricélia por tentativa de sequestro de recém-nascido, crime previsto no Código Penal. O inquérito foi encaminhado ao Ministério Público, que decidirá sobre o oferecimento da denúncia à Justiça. Caso seja condenada, a pena poderá ser agravada pelas circunstâncias do caso e pela condição de vulnerabilidade da vítima.
Sim. Auricélia foi presa no dia 8 de julho e, após a conclusão do inquérito, permanece presa preventivamente, à disposição do Poder Judiciário. A Justiça ainda analisará o andamento do processo criminal.
Até o momento, a defesa da investigada não apresentou uma versão pública detalhada contestando as provas reunidas pela Polícia Civil. Também não há informação oficial de que Auricélia tenha admitido a tentativa de sequestro.
A investigação foi encerrada atribuindo exclusivamente a ela a autoria dos fatos, sem identificar participação de outras pessoas.
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