
A situação do ex-presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro, Rodrigo Bacellar, tornou-se ainda mais delicada. Por determinação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), ele foi transferido para a Penitenciária Federal de Brasília, um dos presídios de segurança máxima do país.
A transferência não representa apenas uma mudança de endereço. No sistema penitenciário brasileiro, a inclusão em um presídio federal costuma ser reservada a casos considerados de alta complexidade ou que envolvem riscos à ordem pública, influência sobre organizações criminosas ou possibilidade de interferência nas investigações.
Bacellar voltou a ser alvo da Operação Unha e Carne, conduzida pela Polícia Federal. As investigações apuram suspeitas de ligação com organização criminosa, vazamento de informações sigilosas, tentativa de frustrar operações policiais e outros fatos que ainda estão sob apuração pelas autoridades.
Antes da transferência, o ex-parlamentar estava preso em Bangu 8, no Complexo de Gericinó, no Rio de Janeiro. Agora, ficará submetido ao rígido regime disciplinar do sistema penitenciário federal, marcado por forte controle de visitas, comunicações e movimentação dos detentos.
A defesa de Rodrigo Bacellar nega as acusações e sustenta que ele é inocente. O mérito das imputações ainda será analisado pela Justiça ao longo do processo.
A transferência reforça que a investigação entrou em uma nova fase. O envio de um investigado para um presídio federal costuma ser interpretado como um indicativo de que as autoridades consideram o caso especialmente sensível e entendem ser necessário preservar a instrução criminal e impedir qualquer tentativa de interferência nas apurações. Caberá agora ao Judiciário analisar as provas produzidas pela Polícia Federal e decidir sobre a responsabilidade ou não do ex-presidente da Alerj.
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