
A Justiça autorizou o acesso aos dados armazenados no celular de José Felipe da Cunha, investigado por suspeita de lavagem de dinheiro após ser encontrado com aproximadamente R$ 1 milhão em espécie, em Teresina. A medida permite que a Polícia Federal examine informações contidas no aparelho para avançar nas investigações sobre a procedência do montante.
A decisão judicial foi tomada após a análise de elementos reunidos durante a apuração. Entre os pontos considerados estão a movimentação de uma grande quantia em dinheiro e indícios de incompatibilidade entre os valores sacados e a capacidade financeira atribuída ao investigado. Com a autorização, os agentes poderão analisar registros de chamadas, mensagens, imagens, vídeos, e-mails e conteúdos armazenados em aplicativos de comunicação e redes sociais.
Segundo a Polícia Federal, José Felipe solicitou autorização bancária para realizar três saques de alto valor um dia antes da abordagem. Após as movimentações, um relatório produzido pelo Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) apontou possíveis inconsistências relacionadas à origem dos recursos, que estariam ligados a empresas investigadas.
O suspeito foi abordado logo após deixar uma agência bancária carregando uma mochila com maços de dinheiro em diferentes cédulas. Embora tenha sido preso em flagrante, ele foi colocado em liberdade após audiência de custódia. A Justiça, no entanto, determinou o cumprimento de medidas cautelares, incluindo restrições de deslocamento e a proibição de contato com pessoas que o acompanhavam no momento da abordagem.
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